Num estudo publicado numa revista científica especializada, a equipa do Centro de Estudos Florestais descobriu que da casca da árvore, mais comum no centro e norte da Europa, se pode extrair betulina "em grandes quantidades e elevado grau de pureza".

Segundo outros estudos científicos, esta substância pode ser eficaz contra vários tipos de células tumorais, como as que afetam a pele ou o cérebro, e é usada em medicamentos para doenças de pele como a psoríase, dermatoses ou eczemas secos.

A coordenadora do estudo, Helena Pereira, disse à agência Lusa que a casca da bétula não é utilizada em termos comerciais, mas que era usada pelas populações no passado.

"Em Portugal não existe muito, nem sequer temos dados fiáveis da área ou do número de árvores, porque não é uma espécie principal. É muito vulgar no centro e norte da Europa", afirmou.

Helena Pereira afirmou que o estudo se baseia na abordagem do Centro de Estudos Florestais à exploração das espécies de árvores, que se baseia na "utilização integral de recursos".

"Quando se exploram árvores para outros fins, a casca sobra como resíduo, quer-se a madeira, mas a nossa filosofia, no contexto de uma economia mais verde, é aproveitar tudo", resumiu a diretora do Centro.

Desde a antiguidade que muitas partes das plantas - raízes, casca, caule, folhas, sementes e flores - têm sido utilizadas em tratamentos medicinais. Hoje são os seus constituintes biologicamente ativos que são extraídos e utilizados para o tratamento de doenças.

O estudo foi publicado na revista científica Journal of Wood Chemistry and Technology, e tem ainda como autoras Joana Ferreira e Teresa Quilhó.

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