"O cancro da próstata é a segunda causa de morte por cancro no homem, atrás do cancro do pulmão, e é o cancro mais frequente nos homens acima dos 50 anos. A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, uma vez que este não apresenta sintomas numa fase inicial", alerta Rui Borges, médico urologista do Hospital Lusíadas Porto.

Apesar das causas exatas do cancro da próstata não serem ainda totalmente conhecidas, a ciência indica que o fator da hereditariedade, assim como idade e a raça negra têm um grande peso na incidência da doença.

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"A vigilância médica periódica é essencial para despistar o cancro da próstata, sendo que esta doença pode começar por volta dos 45 anos nos doentes sem fatores de risco. A vigilância deve ser antecipada para os 40 anos de idade nos doentes de risco e consiste no exame do toque retal e no doseamento do PSA (o antigénio específico da próstata) no sangue", esclarece o urologista.

O tratamento

Em relação ao tratamento, o médico explica que "embora existam diferentes opções terapêuticas, a prostatectomia radical é o tratamento mais eficaz para o cancro da próstata localizado".

"Com o desenvolvimento tecnológico, esta cirurgia que era habitualmente efetuada por via aberta, pode atualmente ser executada por via laparoscópica e, mais recentemente, por via robótica, podendo diminuir assim as consequências associadas, nomeadamente a incontinência urinária e a disfunção eréctil", indica.

"Sabe-se também que apesar de ser a segunda causa de morte por cancro no homem, quando o cancro da próstata é detetado precocemente a possibilidade de cura ronda os 85%", conclui.

Esta patologia representa cerca de 3,5% de todas as mortes e mais de 10% das mortes por cancro em Portugal.

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Incidência de cancro a aumentar

O número de novos casos de cancro em Portugal ultrapassará este ano os 58 mil, com as mortes por doença oncológica a ascenderem a quase 29 mil, segundo estimativas da Agência Internacional para a Investigação do Cancro.

De acordo com os dados divulgados por esta agência da Organização Mundial de Saúde (OMS), um quarto da população em Portugal está em risco de desenvolver cancro até aos 75 anos e 10% corre risco de morrer de doença oncológica.

O cancro colorretal será o tipo de cancro com mais novos casos em Portugal este ano, estimando-se a deteção de mais de 10 mil doentes.

Segue-se o cancro da mama, que deve afetar quase sete mil portuguesas e o da próstata, que será diagnosticado em mais de 6.600 pessoas.

Em todo o mundo, são esperados mais de 18 milhões de novos casos de cancro e 9,6 milhões de mortes só este ano.