“O que está acontecer em Lisboa já aconteceu em outras zonas do país. Há a circulação de um vírus e essa circulação é diferente conforme as localidades” e a resposta difere porque “as populações não são todas homogéneas”, afirmou Graça Freitas, na conferência de imprensa diária de atualização da informação referente à COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.

Questionada sobre o aumento de casos de COVID-19 na região de Lisboa e Vale do Tejo, a diretora-geral da Saúde explicou que “a situação é multivariada”, existindo nesta zona “pequenos surtos em bairros, surtos em fábricas e casos esporádicos disseminados entre a população”.

Graça Freitas sublinhou que “há múltiplas situações diferentes”, que vão desde pequenos focos em “contexto familiar”, ao grande foco saído de uma fábrica na Azambuja, e os “pequenos surtos” em bairros do Seixal.

“No Seixal há boas notícias, em um dos bairros onde houve 16 casos infetados, quatro já foram dados como curados e não apareçam novos casos”, disse, dando também conta de um outro surto na zona de Lisboa e Vale do Tejo, num lar de idosos do distrito de Santarém, em que 18 utentes e seis profissionais estão infetados com COVID-19 até à data.

Graça Freitas destacou também a resposta que está a ser dada pelas autoridades locais, bem como “um grande esforço de sensibilização” junto de algumas comunidades para os alertar para os riscos e para prevenção desses riscos.

“As boas noticias é que as autoridades de saúde, as autarquias, a santa casa da misericórdia, os serviços de segurança social, a proteção civil, de acordo com as dinâmicas locais que não são iguais em todos os concelhos, têm conseguido uma articulação para intervir junto da população”, precisou.

Segundo a diretora-geral da Saúde, as entidades têm de se articular e atuar localmente porque “as populações não são homogéneas”.

Graça Freitas esclareceu ainda que a maior parte destas pessoas tem sintomatologia ligeira e tem de ficar na sua habitação.

“O que determina ficar em casa a recuperar é o estado clínico, que neste caso tem sido positivo porque são adultos jovens”, afirmou, sublinhando que para as pessoas serem tratadas no domicílio têm de existir “um conjunto mínimo de (condições de) habitabilidade”.

Graça Freitas disse também que a prioridade atual é “procurar ativamente casos positivos e os contactos próximos de um caso”.

Questionado sobre se há necessidade de ativar os hospitais de campanha para as pessoas que na região de Lisboa e Vale do Tejo não tenham condições em casa para se tratar, o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, disse que para já “não parece” existir essa necessidade.

Sobre os casos de COVID-19 em bairros sociais da Grande Lisboa, a diretora-geral da Saúde afirmou que a testagem e o confinamento dependem da “dinâmica da doença e da circulação do vírus”, frisando que “não é por se tratar de um bairro social que se confina todo o bairro”.

“Não é o teste que determina a necessidade de confinamento obrigatório. Mesmo sem teste, a autoridade de saúde pode determinar o confinamento de alguém que tenha estado em contacto próximo” com alguém infetado, disse.

Por sua vez, o secretário de Estado disse ainda que o vírus SARS-CoV-2 “é um vírus democrático, atinge toda a gente independentemente da condição social”.

Portugal regista hoje 1.356 mortes relacionadas com a COVID-19, mais 14 do que na terça-feira, e 31.292 infetados, mais 285, segundo o boletim epidemiológico divulgado pela Direção-Geral da Saúde.

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