"Não é um bom momento para se ir a um bar com alguém que se tenha conhecido" online, escreveu na última segunda-feira (16) no Twitter o OkCupid, um dos principais nomes desse segmento no mercado. "Usem o FaceTime, Skype, SMS, façam ligações, usem as aplicações de mensagem nos seus telemóveis", escreveu o site de encontros.

"Tudo isso também é muito romântico neste momento", justificava. 

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Nenhum dos grandes sites consultados pela AFP quis informar os dados sobre a evolução do uso em suas redes nos tempos do vírus. Mas ao que parece o uso não tem caído, mas sim aumentado.

Alguns, como o universitário e escritor Matt Stoller desejam que as atividades desses aplicativos sejam suspensas. "Temos que parar com as interações entre desconhecidas por meio da internet até o fim da crise", escreveu em seu Twitter.

"Eu não diria que (agora) está mais difícil dar um 'match'", diz uma estudante de uma universidade do Texas, Tarleton State, que preferiu não se identificar.

De férias no momento, essa jovem que usa o Tinder, Bumble e Hinge diz ter conhecido novas pessoas online desde que a crise do novo coronavírus começou.

Falar sobre o momento atual é uma boa forma de puxar assunto, ainda que sua eficácia não seja comprovada.

"Se a pessoa passa a impressão de que não leva a crise a sério, ou que tenta fugir dela, não funciona para mim", explica Lane Moore, humorista e autora.

Nascida em Nova York, ela criou um espetáculo chamado de "Tinder Live!", no qual usa o aplicativo e improvisa.

Considera que o período atual traz uma "oportunidade". Muitos homens que conhece no Tinder querem, às vezes, parar de conversar online para encontrar-se cara a cara, conta.

"Mas estamos em uma época em que teremos que continuar conversando" por causa do isolamento, reflete.

São novas regras de fato que são bem recebidas pelas mulheres, "porque é o momento de encontrar alguém que você goste desde o primeiro contato, e também sentir-se segura".

Em tempos de vírus, surgem nos EUA outros sites com uma proposta mais profissional, como o "Quarantine Together" (Quarentena Juntos, em português), que propõe relações à distância, com uma conotação amorosa.

"Aproximem-se inclusive quando não puderem se aproximar", diz o slogan desse site.

Analista do Tinder e outros sites de encontro, Lane Moore não acredita que estejamos vivendo uma revolução no segmento dos encontros virtuais.

"Imagino que quando tudo isso passar, os homens que não queriam ter conversas (mais longas) voltarão às respostas monossilábicas", ressalta.

Acompanhe ao minuto os efeitos do COVID-19 no país e no mundo.

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