O estudo, publicado na revista PLOS Pathogens, dá uma nova visão sobre como o sistema imunológico humano se protege contra a infeção por ébola, podendo contribuir para o desenvolvimento de terapias baseadas em anticorpos.

A investigação foi feita por Philipp Ilinykh e outros responsáveis da divisão médica da Universidade do Texas, da Universidade de Vanderbilt, e do Instituto Ragon, todos dos Estados Unidos.

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Uma epidemia de ébola entre 2013 e 2016 matou mais de 11.000 pessoas em vários países de África ocidental, demonstrando a necessidade urgente de tratamento contra o vírus do ébola e os altamente patogénicos filovirus relacionados. Os filovírus são vírus altamente mortais para o ser humano e o ebolavirus faz parte dessa família.

Não existem tratamentos contra filovírus

Apesar dos esforços intensos de colaboração internacional não há até agora um tratamento contra as doenças provocadas por filovírus. Terapias baseadas em anticorpos requerem uma melhor compreensão do mecanismo subjacente ao efeito protetor.

Embora o sistema imunológico humano possa produzir fortes respostas contra os filovírus, os efeitos em várias etapas da infeção não são ainda claros.

Tentando responder a isso os investigadores avaliaram os mecanismos subjacentes aos efeitos antivirais de um painel de anticorpos monoclonais (proteínas que o sistema imunológico usa para identificar e neutralizar corpos estranhos) obtidos de vários sobreviventes das infeções provocadas pelo vírus do ébola.

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