A revelação levanta questões sobre a existência de outros casos similares e vem à tona num momento em que o estado do oeste do país afirma estar a monitorizar cerca de 8.400 pessoas para possíveis infecções.

A mulher deu entrada no Centro Médico Davis, da Universidade da Califórnia, a 19 de fevereiro, no mesmo dia que os seus médicos pediram para submeter uma amostra para um teste de coronavírus a autoridades federais, informou o representante Ami Bera a uma audiência no Congresso.

Mas foi apenas a 23 de fevereiro, depois de o seu estado de saúde ter piorado, que houve "uma insistência e uma forte pressão e a paciente finalmente foi testada", acrescentou Bera, que no passado trabalhou como médico no mesmo hospital. Este disse ter sabido dos detalhes do caso através de ex-colegas.

Passaram três dias para que os resultados positivos chegassem e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) declarassem na quarta-feira o primeiro caso suspeito de transmissão comunitária, o que representa mais um desafio na luta contra a disseminação do vírus nos Estados Unidos.

Bera questionou o diretor dos CDC, Robert Redfield, segundo quem as diretrizes de exames da agência foram atualizadas depois deste caso.

"A recomendação deveria ser quando um clínico ou agente público de saúde suspeitar de coronavírus ser capaz de fazer um teste para o coronavírus, essa é a diretriz que saiu hoje", disse.

Durante uma conferência que teve lugar mais cedo, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, disse que as pessoas que chegarem de áreas afetadas devem ser monitorizadas e tentou reassegurar o público de que o risco de contrair a doença permanece baixo.

Newsom disse à imprensa que a sua equipa trabalha com os CDC para que a produção de testes mais apurados sejam a sua prioridade.

Estee disse que o estado tem apenas 200 kits de testes e solicitou mais ao governo federal. Redfield disse mais tarde ao Congresso que novos testes estão a caminho.

Newsom disse que 33 pessoas testaram positivo para o vírus na Califórnia e que cinco delas deixaram posteriormente o estado.

No total, os Estados Unidos registou 61 casos - incluindo 46 que foram repatriados.

Mais de 80.000 pessoas foram infetadas pelo novo coronavírus em todo o mundo e 2.800 morreram, a maioria na China, onde o vírus surgiu no final do ano passado.

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