16 de abril de 2013 - 17h30 
Quase cinco por cento dos produtos identificados como carne de vaca na União Europeia (UE) continha vestígios de ADN de cavalo e em cerca de 0,5% das carcaças de cavalo analisadas foi detetada a presença do anti-inflamatório fenilbutazona.
Estes são os principais resultados dos testes realizados pelos Estados-membros na sequência do caso da substituição da carne de vaca por carne de cavalo e que foram divulgados hoje pela Comissão Europeia, em Bruxelas.
No total, as autoridades dos 27 Estados-membros realizaram 7.259 testes (4.144 com o objetivo de identificar vestígios de ADN de carne de cavalo e 3.115 para detetar a presença de fenilbutazona), tendo sido identificados vestígios de ADN de cavalo em 193 testes (4,66%) e detetada a presença do anti-inflamatório proibido na cadeia alimentar em 16 (0,51%).
Em Portugal, as autoridades fizeram 104 testes para aferir a presença de ADN de cavalo em produtos rotulados como carne de vaca, tendo sido detetados vestígios em dois.
No que respeita aos testes para verificar a presença de fenilbutazona, foram analisadas em Portugal 21 amostras, não tido sido detetados vestígios do anti-inflamatório.
França foi o país da UE com a maior percentagem de produtos rotulados como carne de cavalo que continham ADN de cavalo (13,3%).
Quanto à presença de fenilbutazona, foram detetados 16 casos na UE, 14 dos quais no Reino Unido, ainda que este país tenha analisado um elevado número de amostras (836).
Para o comissário europeu da Saúde, Tonio Borg, os resultados dos testes confirmam que a substituição da carne de vaca por carne de cavalo é uma “questão de fraude alimentar e não de segurança alimentar”.
Borg, citado num comunicado, sublinhou a necessidade de “restaurar a confiança dos consumidores europeus” e adiantou que, nos próximos meses, a Comissão Europeia vai apresentar propostas destinadas a fortalecer os controlos feitos na cadeia alimentar.
Em resposta do caso da substituição da carne de vaca por carne de cavalo, Bruxelas começou por apelar a todos os Estados-membros da UE para que fizessem testes de ADN aos produtos à base de carne de vaca.
O executivo comunitário pediu posteriormente às agências europeias para a Segurança Alimentar e do Medicamento para avaliarem os riscos para a saúde pública do consumo de carne de cavalo com vestígios de fenilbutazona, depois de ter sido descoberto o anti-inflamatório em carcaças de cavalos destinadas à cadeia alimentar.
Lusa

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