Dos 49.152 médicos que se inscreveram na Ordem dos Médicos até 31 de dezembro de 2015, 13% optou por tirar o curso fora do território nacional.

Além da União Europeia, em países como Espanha ou República Checa, onde se formaram 888 e 284 médicos respetivamente, muitos portugueses escolhem países de outros continentes, como o Brasil, Cuba, Argentina, Angola ou Moçambique para se formarem.

Estes são alguns dos dados do Conselho Regional do Sul da Ordem dos Médicos, que acaba de realizar uma análise comparativa entre a nacionalidade e o país de formatura eleito pelos profissionais de medicina.

"Como seria de esperar, a maior parte dos médicos que se licenciam em Portugal é de nacionalidade portuguesa, mas é curioso observar que começa a haver uma percentagem com peso que se forma fora de Portugal, às vezes até em destinos pouco comuns, como a Índia, o Egipto ou as Ilhas Caimão", afirma Jaime Teixeira Mendes, presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos.

Neste cenário comparativo, há também a destacar o facto de 315 médicos estrangeiros terem optado por escolher Portugal como país de formatura, sendo que a maioria destes profissionais estrangeiros são brasileiros (43%) ou provêm dos PALOP (41%).

"Este cenário deve fazer-nos olhar para dentro do país, nomeadamente para os programas formativos, disciplinas e mentores, mas também para fora, e perceber como melhor captar e reter talento. Estes números fazem-nos igualmente pensar que, se avançarmos com a revisão do numerus clausus no país, o acesso ao ensino de medicina pode não ter restrições lá fora", conclui Jaime Teixeira Mendes.

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