São 20 as colheitas de Casa Ferreirinha Barca-Velha, desde o já distante 1952, ano inaugural do vinho idealizado por Fernando Nicolau de Almeida, assente na mesma filosofia de guarda dos Portos Vintage.

Até hoje, passaram-se nove anos desde a vindima de 2011 na Quinta da Leda, berço deste Barca-Velha. Período que, para o enólogo da casa, Luís Sottomayor, reforça a ideia de que “o vinho é que manda”.

“Esta é uma decisão puramente enológica, cem por cento alheia a pressas ou pressões”, sublinha o homem que desde 2007 lidera a equipa de enologia da Casa Ferreirinha e que reconhece que o ano de 2011 foi “um dos melhores de sempre no Douro”.

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Luís Sottomayor, enólogo da Casa Ferreirinha. créditos: Casa Ferreirinha/Lift Consulting

Ano com um inverno frio e muito chuvoso, o que contribuiu para a reposição das reservas de água no solo. Entre o final da primavera e o início do outono, o tempo esteve seco, excetuando dois dias com precipitação abundante. O verão ameno e a disponibilidade de água no solo permitiram uma maturação das uvas muito equilibrada.

Quanto ao vinho, o Casa Ferreirinha Barca-Velha 2011 define-se, nas palavras do seu atual criador, “como um leão, nobre e valente. Um vinho cheio de garra, que se doma a si próprio. Reflete na perfeição o terroir do Douro Superior e uma notável maturidade só ao alcance de alguns vinhos”.

Um néctar que, no que respeita a notas de prova, apresenta “cor rubi profunda, aroma muito complexo, com destaque para as especiarias como a pimenta, as notas balsâmicas, cedro e caixa de tabaco, frutos vermelhos, como a ameixa madura, ardósia e uma madeira de grande qualidade, bem integrada. Na boca tem uma acidez vibrante, muito viva, taninos muito firmes, notas de especiarias, frutos pretos e sabores balsâmicos. O final é extremamente longo, de grande elegância e complexidade”.

Este vinho, apesar de pronto a consumir, tem um longo potencial de guarda e evolui positivamente em garrafa que deverá ser mantida deitada. Um vinho que terá o seu apogeu dentro de 15 a 20 anos após a colheita.

Ainda a propósito da nova edição de Barca-Velha, diz Fernando da Cunha Guedes, Presidente da Sogrape, que este “é mais um lançamento com enorme carga emocional, pela viagem  que este  vinho propõe e pela ansiedade  de desvendar e saborear a obra resultante de tão longa espera”.

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As 20 edições de Barca-Velha. créditos: Casa Ferreirinha/Lift Consulting

O “Barca-Velha 2011 inclui uma solução inovadora para assegurar a sua autenticidade. O selo desenvolvido pela Imprensa Nacional Casa da Moeda está colado sobre a cápsula e o vidro, no gargalo da garrafa, e combina um conjunto de tecnologias que podem facilmente atestar a sua autenticidade com um leitor de QR code/código de barras”, informa o produtor em comunicado.

Este é um vinho vinificado na adega da Quinta da Leda, utilizando uvas selecionadas desta quinta, que predominam, e de zonas altas, do Douro Superior. Após desengace e suave esmagamento, as uvas são encaminhadas para cubas de inox, onde decorre a fermentação alcoólica. Segue-se uma longa e suave maceração, com temperatura controlada.

Já a maturação, faz-se em barricas de carvalho francês, durante um período de cerca de 18 meses. O lote final é elaborado com base na seleção dos melhores vinhos, resultante das inúmeras provas e análises efetuadas aos diferentes lotes e barricas existentes, ao longo deste período.

Até este 2020 são as seguintes as colheitas lançadas de Casa Ferreirinha Barca-Velha: 1952, 1953, 1954, 1955, 1957, 1964, 1965, 1966, 1978, 1981, 1982, 1983, 1985, 1991, 1995, 1999, 2000, 2004, 2008 e 2011.


Imagens disponibilizadas por Lift Consulting.

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