Perto de cem mil votos, em duas semanas, por parte dos leitores da publicação de arquitetura ArchDaily”, determinaram os 15 melhores trabalhos entre dezenas de projetos arquitetónicos de todos os continentes candidatos aos prémios “Edifício do Ano 2018”.

A portuguesa adega da Herdade do freixo que o SAPO Lifestyle visitou em 2017, estrutura projetada pelo arquiteto Frederico Valssassina, venceu na categoria “Edifício Industrial”.

A votação que envolve milhares de leitores que formam o público especializado da ArchDaily decorre em duas fases. Uma primeira de triagem entre milhares de edifícios a concurso. Uma segunda fase, onde para cada uma das 15 categorias há uma short list com cinco nomeados. A 8 de fevereiro foi divulgada a lista com a dezena e meia de vencedores.

Não é o Museu Guggenheim, é uma adega alentejana a 40 metros de profundidade
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Entre as categorias a concurso encontravam-se edifícios para uso habitacional, hospitalar, industrial, educacional, desportivo, religiosa, projetos de pequena escala.

A Herdade do Freixo cuja adega foi inaugurada em 2016 resulta de uma tarefa hercúlea de “esconder” na planície uma estrutura com perto de dois mil metros quadrados. O edifício desce 40 metros no solo, esgueira-se sob as vinhas e, aí, onde não perturba a paisagem, revela o seu design arrojado, assente em linhas “limpas” e cruas e com decoração entregue a materiais rústicos, a madeira de carvalho e o xisto.

No interior o visitante depara-se com um edifício que o obriga a uma viagem de circum-navegação em torno do seu centro. Quem conhece ou já visitou o Museu Guggenheim, em Nova Iorque, fará o paralelismo. Uma enorme espiral que obsta à utilização de escadas e que transporta o visitante a todos os espaços da estrutura.

Adega da portuguesa Herdade do Freixo foi considerada o melhor edifício industrial do mundo
créditos: Fernando Guerra

Na Adega da Herdade do Freixo, o encontro com o vinho faz-se num ambiente que os néctares gostam: estável, calmo, quanto baste de luz e com temperatura controlada.

A descida até ao âmago da estrutura, à sala onde se perfilam 89 barricas de madeiras novas, obedece a um ritual de paragens. O visitante é convidado a deter-se na loja e sala de provas, divisão que confina com um jardim interior. Finalmente, no fundo da adega, a zona técnica. Também ai, o vinho descansa em tonéis de 225 litros em barricas produzidas pelo melhor construtor mundial.

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