Quinta Vale D. Maria Porto Vintage 2016, o resultado de 25 castas durienses

O Quinta Vale D. Maria Porto Vintage 2016 resultante de um blend de mais de 25 castas tradicionais do Douro, com predominância da Touriga Franca, Touriga Nacional, Tinta Roriz e Tinta Barroca, este é um Vintage de guarda.  

Para Cristiano Van Zeller, o Quinta Vale D. Maria 2016 Vintage Porto “é uma bomba, uma explosão de aromas e sabores, uma experiência inesquecível na sua degustação. Sem dúvida um Vintage a comprar e a guardar.” O ano de 2016 foi declarado como ano Vintage pela grande maioria das grandes marcas de Vinho do Porto, tornando-o, claramente, num ano clássico.

Foram engarrafadas quatro mil garrafas e 100 Magnums do Quinta Vale D. Maria 2016 Porto Vintage. Um vinho do Porto Vintage apresenta uma cor densa violeta e vermelha, revela aromas a cerejas, amoras, framboesas, flores selvagens – como a esteva – e a chocolate negro. Concentrado e com muita fruta no palato

Chega ao consumidor com o preço recomendado de 61,00 euros.

9 vinhos especiais, da casta “amaldiçoada” ao tricot e crochet que conquistou a crítica internacional

Ilha, os vinhos madeirenses produzidos com a casta “amaldiçoada”

O vinho Ilha, resulta numa trilogia de néctares criada a partir de uma única casta, a Tinta Negra.

A autora desta criação é a jovem enóloga Diana Silva, a mais jovem produtora da Madeira. Diana dedicou grande parte da sua vida ao sector vitivinícola, tendo inicialmente trabalhado na área do Turismo. Com formação em enologia, esteve envolvida em projetos de norte a sul do país, até perceber que o queria mesmo era fazer o seu próprio. A maioria das pessoas achou-a louca quando soube que ela, originária da Madeira, escolhera uma casta desdenhada por todos - a Tinta Negra - para criar o seu vinho. E assim nasceu o Ilha, um vinho DOP da Madeira, que não é vinho Madeira, das mãos da mais jovem produtora da Madeira.

Com esta casta “amaldiçoada”, Diana criar uma trilogia de vinhos: um branco – “o primeiro Blanc de Noirs” da Madeira” -, um tinto, elegante, com 12%, e um rosé rubro, diferente, feito “a partir da cor natural que a Tinta Negra dá”. O resultado, explica Diana, são vinhos muito salinos, altamente gastronómicos, que não pretendem ser consensuais, mas que são únicos.

Vinhos que o consumidor pode encontrar em algumas garrafeiras, tais como a Garrafeira Nacional e a Garrafeira Imperial, no Clube Gourmet do El Corte Inglés e em alguns restaurantes como o 100 Maneiras e o Belcanto, ambos em Lisboa.

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Tricot e Crochet os vinhos que convenceram o crítico Robert Parker

Vinhos maravilhosos de excecional complexidade e carácter, é o que significam os 94 e 95 pontos atribuídos pela Wine Advocate de Robert Parker ao duriense Crochet tinto 2015 e ao alentejano Tricot tinto 2015, respetivamente.

Quando em 2011 Sandra Tavares e Susana Esteban, enólogas e amigas há quase duas décadas, tantas quantas têm de experiência profissional, decidiram encurtar a distância entre o Douro e o Alentejo criando um projeto de produção de vinhos que as fizesse passar mais tempo juntas, não imaginavam que este passatempo despertasse a atenção internacional.

O Tricot tinto 2015, distinguido com 95 pontos, é feito a partir de um blend, de partes iguais, de uvas da casta Touriga Nacional e de vinhas velhas da serra de São Mamede com várias castas tradicionais. Para Mark Squires, provador da publicação americana, este é um vinho fresco, com um elevado gosto a fruta, que combina elegância, concentração e precisão. O equilíbrio e frescura, fruto do seu terroir, deixam ainda o crítico otimista no que diz respeito à sua evolução.

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Já o vinho tinto Crochet 2015, classificado com 94 pontos resulta de um blend 60% Touriga Franca, 40% Touriga Nacional e considerado pelo crítico “equilibrado, preciso e bem estruturado, manifestando semelhanças de estilo com o Tricot”.

No mercado é possível encontrar a quinta colheita de Crochet (de 2015) e a segunda do Tricot (de 2015) por um PVP aproximado de 30,00 euros.

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Som de Barrica, a sinfonia dos vinhos Oboé

Oboé, produtor localizado na região do Douro, lança no mercado as colheitas Oboé Som de Barrica Branco 2016 e Oboé Som de Barrica Tinto 2015, dois vinhos que apenas serão produzidos em anos de excecional qualidade, o que justifica não só as quantidades muito limitadas, apenas dois mil garrafas disponíveis de cada referência.

O Som de Barrica Branco 2016 começa a ser desenhado muito cedo. Quando as uvas chegam à adega, após serem colhidas, são arrefecidas e encaminhadas para uma prensa pneumática. São depois vinificadas em pequenas cubas de inox, a baixa temperatura, durante cerca de 30 dias, usando as borras finas para potenciar a sua qualidade e elegância.

Segue-se um estágio de nove meses em barricas de carvalho francês, com o objetivo de suavizar o lote, dar-lhe cremosidade e untuosidade, sem o marcar por completo. A frescura e acidez revelam-se a nota principal em toda a prova, proporcionando um verdadeiro momento de prazer para quem o bebe.

Já o Som de Barrica Tinto 2015, um dos anos clássicos para a região do Douro, é feito a partir de uvas selecionadas, provenientes de Vinhas Velhas. Após um ligeiro esmagamento, seguem para o lagar com controlo rigoroso de temperatura, onde são pisadas de uma forma leve. Após a vinificação são submetidas a um estágio, que se prolongou por 20 meses em barricas de carvalho francês. O resultado é um vinho complexo, diversificado e elegante, com o equilíbrio perfeito entre aroma, frescura e persistência dos grandes vinhos tintos da região.

O Oboé Som de Barrica Branco 2016 chega ao consumidor com o preço de 35,00 euros. Já o Som de Barrica Tinto 2015 tem um preço recomendado de 68,00 euros.

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Herdade do Moinho Branco Alicante Bouschet, o elogio do Alentejo

O produtor Ribafreixo Wines, em Vidigueira, presta homenagem à casta Alicante Bouschet e à terra onde ela se evidencia, o Alentejo, com um novo vinho topo de gama, o Herdade do Moinho Branco Alicante Bouschet.

Herdade do Moinho Branco Alicante Bouschet 2014 é uma edição limitada de 3116 garrafas e uma aposta da Ribafreixo Wines nesta casta que está enraizada na região. A excelente colheita que o ano de 2014 proporcionou foi o mote para a Ribafreixo lançar o seu primeiro monovarietal tinto.

Trata-se de um vinho imponente, fermentado em barrica, que estagiou por 18 meses em barricas de carvalho Francês e que passou por um estágio de garrafa com um total de 26 meses. Revela um nariz bem fresco e cativante que faz evidenciar o bouquet de frutos silvestres, amoras, mirtilos, fruta madura e ainda algumas notas secundárias de madeira, balsâmico, alcaçuz e café fresco.

Na boca é um vinho amplo,  denso  e  sedoso,  com  taninos presentes  e  firmes  e  com os  frutos  silvestres também a destacarem-se na entrada de boca, juntando-se a acidez que lhe garante equilíbrio. É complexo e encorpado, com a intensidade e concentração suficientes para uma fantástica evolução em garrafa.

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Casa de Vilacetinho Late Harvest: a mestria da “podridão nobre”

A vontade de experimentar a casta Avesso corre no ADN da Casa de Vilacetinho, histórico produtor da região dos Vinhos Verdes. Corolário de mais uma prova à casta rainha da casa, o Casa de Vilacetinho Avesso Late Harvest 2016 apresenta-se pela primeira vez na prateleira, abrindo portas a uma nova categoria no portefólio da marca.

Os sabores explicam-se na receita. Com uma colheita proposidamente tardia, havendo casos em que a vindima é adiada para dezembro, dependendo das condições climatéricas do ano, o estado de maturação avançado das uvas permite-lhes que fiquem vulneráveis a uma manifestação benéfica do fungo Botrytis Cinerea. Este fungo, que se desenvolve preferencialmente em climas húmidos e provoca a desidratação das uvas e o aumento dos seus níveis de açúcar, requer atenção e cautela, já que, mal controlado, poderá causar estragos consideráveis na vinha.

Segue-se um processo de seleção das uvas na adega, que são depois submetidas a uma secagem durante uma semana, segundo a receita dos vinhos “Passito”.  A fermentação é feita em massas em cubas de inox, onde permanecem boa parte do tempo. É este processo que garante ao Casa de Vilacetinho Avesso Late Harvest 2016  uma cor âmbar intensa, resultado de um processo natural de vinificação em que não são utilizadas quaisquer leveduras, produtos enológicos ou estabilização, sendo apelas levemente filtrado antes de engarrafar o que pode dar origem a um ligeiro depósito natural.

Este é um vinho de sobremesa “que quase se quer beber à colher”, salienta o produtor. Com os taninos bem presentes, o Casa de Vilacetinho Avesso Late Harvest 2016 é sedutor no nariz, com aromas de uva passa e mel. No palato, a doçura e a acidez cítrica encontram-se em perfeita harmonia, numa dança equilibrada que traz à boca notas de pudim e geleia caseiros. Ideal para beber agora, revela ainda um grande potencial de envelhecimento em garrafa, fazendo justiça à robustez da própria casta.

 Ao mercado chegam apenas 500 garrafas com o preço recomendado de 30,00 euros.

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Herdade das Servas Touriga Nacional tinto 2015

Os irmãos Carlos e Luís Serrano Mira lançaram o vinho Herdade das Servas Touriga Nacional tinto 2015. Um néctar apresentado sob a chancela da marca topo de gama, que coincide com o nome da propriedade vitivinícola, situada a escassos quilómetros da cidade de Estremoz e pertença da família Serrano Mira cuja ligação à produção vitivinícola no Alentejo data desde 1667.

O Herdade das Servas Touriga Nacional 2015, é um tinto que, como o nome indica, é feito a partir de uma das variedade mais nobres do país, a Touriga Nacional. Neste caso concreto, plantada em vinhas de um Alentejo de altitude – e, por isso, com mais frescura –, em solos vermelhos, derivados de calcários pardos ou cristalinos, com manchas de xisto, beneficiando de um clima mediterrâneo com elevadas amplitudes térmicas e verões quentes e secos.

É um vinho límpido, de um vermelho violeta profundo, com aromas de groselha, amora, figo, chocolate, pimenta e notas florais de violeta. Revela-se complexo, volumoso e fresco, com tostados de barrica de carvalho e taninos ricos, um conjunto de características resultantes do estágio de um ano em barricas novas, de carvalho francês, e de segundo ano, de carvalho francês e americano. O final de boca é persistente, mostrando todo o potencial de guarda e envelhecimento, a indicar que é um vinho que pode durar entre 20 e 30 anos.

O Herdade das Servas Touriga Nacional tinto 2015 é boa companhia para pratos de carnes vermelhas e de caça, queijos intensos e enchidos. Aconselha-se a decantação antes de ser servido.

Um vinho que chega ao consumidor com o preço recomendado de 61,00 euros.

Herdade das Servas Touriga Nacional tinto 2015

Mouchão 2013, um vinho de culto que esperou cinco anos

Após uma espera de cinco anos na adega centenária da Herdade do Mouchão, a colheita mais recente do Mouchão, vinho emblemático chegou ao mercado. O segredo deste vinho deve-se à preservação de uma receita original, que tem desafiado o tempo.

Entre os ingredientes principais está o respeito pelo terroir de onde a Alicante Bouschet, casta rainha da casa, se instalou pela primeira vez em Portugal, e a utilização continuada das ancestrais técnicas de vinificação, tais como a vindima manual, a pisa a pé em lagares tradicionais e a prensa manual.

Segue-se um processo paciente: após a fermentação, o vinho é trasfegado para tonéis de grandes dimensões de carvalho português, macacaúba e mogno onde decorre a fermentação malolática. Passa depois por um estágio de 36 meses nestes tonéis, procedendo-se por fim ao seu engarrafamento, onde fica em repouso por mais 24 meses, o último passo antes do vinho ser lançado para o mercado.

Quando chega ao consumidor, apresenta-se no princípio da sua vida, com um longo caminho pela frente. De cor granada intensa evidencia aromas de fruta de compotas de amoras negras, com notas de azeitona madura, menta e especiaria. A sua estrutura é marcante, possuindo uma frescura característica e um conjunto de sólidos e exuberantes taninos, num conjunto único e que faz desta referência um vinho ímpar e intemporal.

O Mouchão 2013 assume-se, por isso, como um tinto sério, despretensioso e fiel ao perfil clássico da Herdade do Mouchão. Acompanha para pratos vigorosos e intensos, sendo também a escolha de eleição para harmonizar com queijos curados. Recomenda-se o serviço a uma temperatura de 16-18 ºC.

Um vinho com o preço recomendado de 42,50 euros.

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