Nos livros de pediatria e psicologia não há uma data limite para os pais pararem de tomar banho com os filhos.

Esta prática, que varia de família para família, na maioria dos casos deixa de acontecer quando a própria criança reivindica a independência e privacidade e passa a preferir tomar banho sozinha. Isso pode acontecer por volta dos quatro ou cinco anos, altura em que as crianças passam a ter maior consciência do seu corpo.

A pediatra Marisol Sendin, do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo, diz que as crianças até aos quatro anos não têm muita noção do próprio corpo e, por isso, permitem que os pais ou os cuidadores lhes toquem. Nesta fase, não têm pudor.

Mais tarde, quando passam a ter consciência do corpo, as crianças começam a desenvolver a vergonha e recusam a ajuda no banho, da mesma forma que querem vestir-se sozinhas.

Nesta fase, quando as crianças passam a fazer perguntas sobre diferenças físicas, deixa de fazer sentido os pais tomarem banho com os filhos, aconselha a pediatra brasileira.

A recomendação dos técnicos de psicologia infantil é no sentido de os pais aproveitarem esta tomada de consciência para ensinarem aos filhos os limites em relação às outras pessoas.

Para Marisol Sendin é uma boa altura para ensinar à criança que ninguém pode tocar no seu corpo contra a vontade delas.

O bebé não tem poder de decisão sobre o seu corpo, todos tocam nele, mas a criança precisa saber que o corpo é dela e é privado.

Da mesma forma, é também a altura de os pais colocarem limites à criança, explicando que o seu corpo é deles e que não pode ser tocado se eles não o desejarem.

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