Esta é uma questão pouco consensual. Há alguns aspetos que importa considerar nesta decisão:

Regras e socialização
Grande parte dos investigadores defende que só se aprende a partilhar a partir dos três anos. No entanto, há quem defenda que a aprendizagem pode ser feita antes, nomeadamente a partir dos 12-18 meses e eu confesso que me incluo mais neste grupo. É evidente que as crianças pequenas são um pouco “egoístas”, mas a partilha e as cedências podem e devem ser aprendidas desde cedo. Contudo, estou de acordo que antes do primeiro ano de idade essa aprendizagem, se existir, é muito reduzida.

Linguagem
De um modo geral, a maior parte das crianças que não frequenta a creche exprime-se com um pouco mais de dificuldade, seja em termos de fluência do discurso, seja na de articulação das palavras. Isto prende-se com o facto de as crianças que ficam com os pais, avós ou amas conseguirem fazer-se entender bem sem grande esforço, não sentindo necessidade de desenvolver a linguagem. Mas é completamente recuperável com o tempo e não causa nenhum tipo de atraso.

Infeções
Este é talvez o ponto mais consensual, porque sem dúvida que as crianças que frequentam a creche acabam por apanhar mais infeções do que as que não frequentam. No entanto, as doenças podem ser benéficas na regulação das defesas do organismo, pois podem atuar como um estímulo para o seu desenvolvimento.

Alternativas
Se a opção dos pais for não colocar o filho na creche, é importante também ponderar as alternativas, como ficar em casa com um dos pais, os avós, outro familiar ou uma ama. Qualquer uma das opções tem vantagens e desvantagens, que devem ser sempre tidas em consideração. Em jeito de conclusão, gostaria de reforçar a ideia de que não existe uma solução que sirva a todas as crianças. O mais importante é encontrar a opção funcional para a família e que permita dar um bom atendimento às crianças e tranquilidade aos pais. Só assim faz sentido.

Consultório:
[Ângela Alves]
O que é uma criança intolerante à proteína do leite de vaca? Quais as causas e como se cura?
A alergia às proteínas do leite de vaca é uma resposta inflamatória do organismo. Deve-se a uma ativação exagerada do sistema imunitário da criança. Acontece mais frequentemente quando existe uma história familiar de alergias. Na maior parte das vezes resolve-se naturalmente com o tempo, desde que o bebé/criança deixe de contactar com essas proteínas, de forma a que o organismo aprenda a não reagir quando contacta com elas. Nalguns casos mais graves pode-se fazer uma dessensibilização, processo que tem como objectivo ensinar o organismo a ser tolerante ao leite, mas só se faz a nível hospitalar, em consultas de especialidade.

Texto de Hugo Rodrigues (pediatra)

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