Nas férias tudo é mais relaxado, calmo e despreocupado, mesmo para os pais que passam as férias com os seus filhos. Este ambiente mais descontraído leva também a um "alívio" das regras que se aplicam aos mesmos durante o resto do ano, como deitar mais tarde, refeições menos controladas ou gastar mais dinheiro do que o habitual.

No entanto, o motor de busca de voos e hotéis Jetcost descobriu que os pais às vezes deixam-se levar por este período mais relaxante ao permitirem que os menores bebam álcool, não dando demasiada importância ao assunto.

A equipa da Jetcost efetuou uma pesquisa que fez parte de um estudo sobre as experiências dos europeus durante as suas férias. A mesma foi realizado a 3.000 pessoas (500 de cada nacionalidade: Britânica, Espanhola, Italiana, Alemã, Portuguesa e Francesa), com mais de 18 anos e que tinha pelo menos um filho com menos de 16 anos. A todos perguntou-se sobre as suas férias em família e o que os pais permitiam que os seus filhos fizessem durante as mesmas.

Inicialmente a todos os entrevistados foi perguntado se durante as férias aliviavam um pouco as regras que impõem aos seus filhos durante o resto do ano, tendo três quartos dos entrevistados, (76%) respondido que sim. Os restantes 24% disseram que não: "o facto de estar longe de casa não significa que eles possam tornar-se indisciplinados" e "é para a sua própria segurança" foram as razões mais comuns para não negligenciar as regras.

Por outro lado, no que diz respeito aqueles que aliviaram as regras com os seus filhos, as razões mais frequentes foram: "ao estarem de férias, merecem desfrutar um pouco mais da vida", "o facto das crianças se sentirem contentes e entretidas, também proporciona bem-estar ao resto da família " e "que ao tratar-se também das minhas férias não quero estar a controlá-los a todas as horas".

Para aprofundar um pouco mais a questão, os entrevistados que responderam deixar os seus filhos fazer coisas que normalmente não fazem em casa, pediu-se-lhes que dissessem quais as regras que permitiam aos filhos não cumprir na íntegra e as respostas mais comuns foram:

1. Deitar mais tarde que a hora habitual (89%).
2. Brincar ou passear com outras crianças e as suas famílias (63%).
3. Comer o que querem e quando eles querem (55%).
4. Gastar o seu próprio dinheiro, sem dizer-lhes que eles não devem comprar certas coisas (47%).
5. Beber alguma bebida alcoólica (30%).

De acordo ainda com a pesquisa, aqueles que disseram que deixavam os seus filhos beber álcool durante as férias, pediu-se-lhes que dissessem qual a idade em que o permitiram e a média geral foi de 10 anos. No caso de Portugal, a média foi de 13 anos.

Em relação ao tipo de bebidas alcoólicas permitidas pelos pais, as respostas dos entrevistados foram: alcopops, pequenas garrafas com algum refresco e uma percentagem de álcool, que pode ultrapassar os 5% - (35%), sangria ou vinho com gasosa (30%) e cerveja (25%). Apenas 3% dos entrevistados admitiu ter permitido que os seus filhos bebessem uma bebida com maior percentagem de álcool.

Quanto à razão que levava os pais a permitirem os filhos beberem álcool, quase todos os entrevistados disseram que "por beberem uma vez nada acontece".

Quanto aos resultados a nível europeu, os portugueses surgem em quarto lugar na Europa no que diz respeito a permitirem que os filhos bebam bebidas alcoólicas numa idade precoce, a par com os britânicos e atrás dos franceses, italianos e espanhóis:

1. Franceses 7 anos
2. Espanhóis: 10 anos
3. Italianos: 12 anos
4. Portugueses e britânicos: 13 anos
5. Alemães: 14 anos

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