Em plena crise COVID-19, marcada por quebras no consumo, o comércio alimentar e o retalho foram dos setores que, nas compras online, mais viram os seus números subir: cresceram 44% face ao período anterior à pandemia. "Evitar deslocações à loja, receber as compras em casa e comprar só o que é necessário, evitando a promoção imperdível de um produto que não tinha pensado em adquirir, porque, verdade seja dita, não precisa dele, são algumas das vantagens de ir ao supermercado através de um ecrã. Mas o que sobra em comodidade falta em informação", adverte a DECO.

Apesar de, por lei, nas compras à distância ser obrigatório indicar todas as informações relacionadas com a rotulagem até ao momento em que se finaliza a aquisição, as falhas são mais do que muitas, diz a associação. "Passámos a pente fino 234 produtos de sete categorias", como iogurtes, cereais de pequeno-almoço, alimentos biológicos, ultracongelados ou alimentos para bebé, refere a DECO.

"Face ao reiterado e generalizado desrespeito pela lei, demos conta dos resultados de mais este estudo ao secretário de Estado do Comércio, Serviços e Defesa do Consumidor, apelando à intervenção política para que a lei seja cumprida, à Autoridade de Segurança Alimentar e Económica – a quem perguntámos pelo destino da reivindicação que fizemos, a este respeito, em 2018, e que permanece até hoje sem resposta – e à Associação Portuguesa de Empresas de Distribuição", informa.

Várias marcas analisadas

A associação analisou os portais online de nove superfícies comerciais: Continente, Auchan, Froiz, E.leclerc, Intermarché Celeiro, El Corte Inglés, Apolónia e Mercadão (loja Pingo Doce).

"Apenas dois terços dos produtos ostentavam a informação sobre a rotulagem obrigatória completa, indicando o que manda a lei, ou seja, a marca, a denominação, a quantidade líquida, o preço por embalagem, o preço por unidade de medida (kg/l), os ingredientes, a declaração nutricional, as condições de conservação e/ou utilização e o nome da firma que comercializa o produto", refere a DECO.

"Entre os nove portais avaliados, o do Continente é o mais cumpridor. É o único que apresenta as informações exigidas para todos os alimentos estudados. Em 2018, ocupava o terceiro lugar na lista das três insígnias que menos vista grossa faziam da lei, mas subiu no ranking, deixando o Auchan no mesmo segundo lugar (com a indicação da informação completa em 96% dos produtos), e atirando o antigo campeão E.Leclerc para a quarta posição (desceu de 100 para 85 por cento)", informa a DECO.

DECO
créditos: DECO Proteste

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