A campanha, da associação Caminhos da Infância, tem o apoio de quatro figuras públicas, que vão estar em cartazes a alertar para os efeitos dos maus-tratos na infância, e consiste ainda numa exposição de fotografias de pais e filhos.

De acordo com Inês Poeiras, da associação, “continua a ser muito significativa” a persistência de maus-tratos a crianças, pretendendo-se com a campanha (que se fez pela primeira vez no ano passado) “abarcar casos menos discutidos mas com maior expressão estatística, como a negligência parental”.

Rodrigo Leitão, da agência de publicidade responsável pela campanha, socorre-se dos contos infantis nos quais predomina a ausência dos pais para dizer que a iniciativa é “um convite a que os pais e familiares estejam presentes na vida dos filhos e se envolvam”, porque com amor, estímulo e atenção os protegem de perigos imediatos e os preparam para os desafios futuros, diz, citado num comunicado de apresentação da iniciativa.

“Comum à maioria dos textos dos contos infantis é a aparente ausência dos pais. Vemos os capuchinhos, os porquinhos e pés-de-feijão da ficção entregues a si próprios nos desafios mais incríveis”, afirma, acrescentando: “Quão diferente teria sido a história do Capuchinho Vermelho se tivesse ido visitar a avó acompanhada.”

No âmbito do Mês Internacional da Prevenção do Mau Trato na Infância (abril), a campanha tem o apoio do Centro de Intervenção Social do ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa, da Comissão Nacional de Proteção de Crianças e Jovens, da Câmara de Lisboa e da Fundação EDP.

E será divulgada nas ruas da capital mas também nos transportes públicos e nas redes sociais.

Citando o trabalho de investigação feito com o ISCTE a associação Caminhos da Infância considera que a negligência das crianças tem sido repetidamente identificada como a mais prevalecente forma de maus-tratos e é o subtipo “mais relatado e denunciado aos sistemas de proteção de crianças”.

A associação Caminhos da Infância é uma instituição particular de solidariedade social criada em 2012 para “oferecer uma resposta construtiva a questões sociais prementes” afirma-se no comunicado.

Segundo o relatório anual de atividade das Comissões de Proteção de Crianças e Jovens em Risco, em 2013 foram acompanhadas 71.567 crianças, sendo a negligência a principal situação de perigo identificada (25,3%).

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