A importância cosmética do cabelo é tal que faz com que a sua queda na infância seja uma fonte de preocupação e de stresse para a criança e, sobretudo, para os pais. Quando se aborda uma criança com queda de cabelo, conhecida como alopécia, é fundamental a colheita da história clínica e o exame objetivo. Quantificar o tempo e analisar a forma de evolução e perceber se foi uma instalação súbita são fatores essenciais.

Além disso, é essencial perceber "se houve episódios prévios semelhantes e se houve alguma causa desencadeadora, uma infeção, uma mudança de hábitos, stresse emocional e por aí fora", sublinha Alexandra Chaveiro, dermatologista. Verificar a presença de queixas associadas, como o prurido e/ou a descamação, assim como perceber a localização, também é fundamental, esclarece a especialista.

Como sei se a queda do meu cabelo é sazonal ou permanente? As explicações de uma dermatologista
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"É importante perceber se envolve de forma difusa o couro cabeludo ou se está cingido a uma área e verificar se há presença ou inexistência de sinais inflamatórios, pústulas, crostas, gânglios linfáticos cervicais aumentados e/ou dolorosos. Essa análise permite-nos usualmente chegar ao diagnóstico", refere Alexandra Chaveiro. "Se estamos perante uma alopécia com sinais inflamatórios, é necessário ponderar a presença de um processo infeccioso, bacteriano ou, com maior frequência, fúngico", acrescenta ainda a dermatologista.

A tinea capitis, a mais comum, é a infeção por fungos dermatófitos mais frequente na criança e também uma das causas mais frequentes de alopécia. Nalgumas populações, será mesmo a mais frequente, acreditam muitos especialistas. Qualquer um destes diagnósticos tem de ser suportado por exames laboratoriais com identificação do agente para o qual a terapêutica será posteriormente direcionada.

"De entre as formas não inflamatórias de alopécia, destaco a alopécia areata", avança ainda Alexandra Chaveiro, que explica de seguida o porquê dessa afirmação. "A alopécia areata é uma causa comum de queda de cabelo, não cicatricial, muitas vezes recorrente, usualmente localizada, embora possa estender-se a todo o couro cabeludo e mesmo cursar com a perda de todos os pelos do corpo", adverte a dermatologista.

"É considerada como um processo autoimune, ainda que a sua etiopatogenia não seja completamente compreendida", acrescenta Alexandra Chaveiro. "Alguns autores defendem a importância de alguns oligoelementos, como o zinco, o cobre e o magnésio na alopécia areata mas não há, de momento, suporte científico para o recurso a suplementos vitamínicos", referiu a dermatologia à edição impressa da Prevenir.

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