Para além de reforçar as defesas do bebé, o aleitamento materno ajuda a fortalecer os laços de afetividade entre mãe e filho. Ainda assim, são muitas as dúvidas sobre qual a melhor técnica para amamentar ou até quando o bebé deve ser alimentado exclusivamente com o leite da mãe. Antes de começar a esterilizar biberões, leia as recomendações do pediatra Armando Fernandes.

Os benefícios

«O aleitamento materno é o meio mais natural de nutrir o recém-nascido e o lactente», defente o pediatra, apontando outras vantagens, nomeadamente «a redução da incidência e gravidade das doenças infeciosas e alérgicas, bem como a diminuição do risco de síndrome de morte súbita do lactente. Fornece ainda benefícios económicos e sociais e contribui para a saúde da mãe, reduzindo o risco de cancro da mama e do ovário».

Estudos recentes referem que o leite materno promove o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, bem como a redução da incidência de diabetes, doença de Crohn, obesidade e doenças cardiovasculares.

Dica

O aleitamento materno garante um crescimento perfeito até aos quatro ou seis meses pelo que, sempre que possível, deve manter-se até esta data.

Como amamentar

Para que tudo decorra sem problemas é importante saber dar o peito. «Escolha um local tranquilo e sente-se numa posição confortável», aconselha o pediatra. «Coloque o bebé ao colo numa posição ligeiramente inclinada, com a cabeça apoiada no seu antebraço e sem empurrar a cabeça do bebé deve encostar a bochecha ao mamilo, que o guiará na direção certa», continua.

De seguida, segure a mama com os dedos em pinça e afaste-a do nariz do bebé. «Quando esvaziar a primeira mama, coloque-o na outra», certif icando-se de que o bebé arrota antes de oferecer a outra mama.

Dica

Previna danos nos mamilos aplicando duas a três gotas de leite materno no mamilo e aréola ou cremes cicatrizantes adequados após o banho e cada mamada. «Evite a utilização de discos absorventes impermeáveis», alerta.

Como gerir o tempo

De acordo com Armando Fernandes, um recém-nascido com apetite come o que precisa em quatro a cinco minutos e esvazia a mama por completo no máximo em dez ou 15 minutos.

«A duração total da mamada não deve exceder os 20 ou 30 minutos, incluindo os pequenos intervalos e o momento do arroto», referem que o leite materno promove o desenvolvimento cognitivo e emocional da criança, bem como a redução da incidência de diabetes, doença de Crohn, obesidade e doenças cardiovasculares.

Principais obstáculos

Uma pega eficaz é essencial para uma amamentação bem sucedida. Por vezes, a dor nos mamilos é sinal que esta não está a ser feita da melhor forma. Segundo Armando Fernandes, «a mãe tem de saber segurar a mama (a mão deve formar um C, com os quatro dedos debaixo da mama, o indicador a apoiar a mama por baixo e o polegar acima da zona superior da aréola) e posicionar o bebé para que ele pegue bem. O bebé tem de aprender a pegar na mama para uma sucção eficaz». Se ele se recusa a mamar, tente corrigir a pega, para que «a boca apanhe a maior parte da aréola e dos tecidos que estão sob ela, não apenas o mamilo».

Dica

As chupetas e tetinas usadas precocemente podem confundir o bebé, por não saber distinguir a pega da chupeta da pega do peito da mãe.

E se não quiser amamentar?

A decisão de amamentar é pessoal e está sujeita a muitas influências. «A mãe que não quer amamentar deve ser respeitada porque também é importante no estabelecimento da relação mãe-filho que ela se sinta bem consigo», recorda o pediatra. «Neste caso há no mercado fórmulas infantis disponíveis e adequadas às diversas fases do crescimento da criança», refere.

Texto: Sónia Ramalho com Armando Fernandes (pediatra)

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