Rui Maria Pêgo partilhou na sua conta de Instagram algumas mensagens homofóbicas que recebeu e às quais fez questão de responder - conforme se pode ver pelas imagens presentes na galeria. Nas mesmas, um dos seus seguidores dizia que "era uma pena que fosse gay" e outra, que a mãe, neste caso Júlia Pinheiro, deveria ter vergonha dele.

Posteriormente, numa série de vídeos, o radialista acabou por refletir sobre o assunto e sobre o preconceito que ainda está muito presente na sociedade.

"Como devem imaginar eu ainda recebo mensagens destas. Não as publico porque raramente respondo, mas ainda acontece. O 'pride' ainda é necessário, assim como lutar pelos direitos daqueles que são vítimas de diferenciação social por serem de uma etnia que não é aquela que é mais forte no país, de haver o conceito de raça que nos diferencia, haverem as desigualdades sociais que vêm do facto da mobilidade social não chegar a todos", começa por referir.

"Como privilegiado penso muito nisto, talvez há uns anos não pensaria tanto, e tenho tentado aprender. Provavelmente a minha resposta é mais incandescente a esta senhora do que deveria ser, mas também porque isto me bate, obviamente, que é esta sensação de que primeiro esta senhora é mãe de alguém que provavelmente não pode ser aquilo que quiser", reflete.

"Esta resposta tem sobretudo a ver com o medo. Quem é que eu posso ser se me for permitido tudo? Acho que muitas vezes a homofobia vem de um medo qualquer de nos perguntarmos quem seríamos", completa.

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