Depois do sucesso dos remakes dos filmes «O Leão da Estrela» e «Pátio das Cantigas», Dânia Neto brilhou também no cinema como protagonista do filme «Perdidos» em 2017. Fora do grande ecrã, a atriz de 34 anos, o rosto da nova campanha de uma marca de sapatos, descobriu uma paixão que explica o porquê da sua excelente forma, o pole dance. «É mais do que uma dança sensual», diz.

Desde a última entrevista que deu à Prevenir, há mais de dois anos, há uma novidade no seu Instagram, que conta com milhares de visualizações. Vídeos seus a praticar pole dance. Como surgiu esta modalidade na sua vida?

Tudo começou com a preparação de um personagem que dançava à noite num bar e, na sinopse, era referido o pole dance. Para me preparar, não só para perceber o que era ao certo, mas também porque não é uma modalidade fácil, marquei aulas no Studio F. Nos primeiros dias, mal conseguia tirar o pé do chão, enquanto me agarrava ao varão e fiquei com muitas nódoas negras, até nos dedos dos pés.

Mas, apesar disso, tive uma aptidão incrível, em parte, porque tenho muita coordenação motora e flexibilidade, por ter feito ginástica acrobática na infância. No meio de todo este processo, o personagem ganhou outro rumo e eu fiquei apaixonada pela modalidade em si e ainda hoje a pratico.

O pole dance é muito mais do que uma dança sensual. Pode, por exemplo, ser orientada para o contemporâneo e para o ballet. Há campeonatos no mundo de pole art, em que participam crianças de cinco anos, só para se ter uma ideia.

Sente que a ajudou em alguns aspetos da sua vida?

Quase que acabou por se tornar uma terapia. E, enquanto mulher, ajudou-me a lidar de uma forma diferente com o meu corpo, a maneira como me vejo e como lido comigo mesma, o que teve repercussões enquanto atriz, profissão em que tem de haver um à-vontade muito grande com o corpo e saber utilizá-lo.

Esta experiência mostrou que sou persistente e que estou sempre a testar os meus limites. Até porque no pole dance, há mil derivações que advêm de um mesmo movimento. Nunca aprendemos tudo e isso é ótimo porque estamos sempre a tentar superar desafios diários.

A nível físico, noto que agora tenho mais força de braços e os músculos mais definidos.  O corpo ficou mais tonificado, ganhei mais massa muscular. O filme «Perdidos», para quem não se recorda, conta a história de um grupo de amigos que, durante um passeio de veleiro, se esquece de baixar as escadas, antes de todos mergulharem.

Como foi a experiência de filmar em alto mar? 

Foi incrível. E posso dizer que me superei a todos os níveis, porque não é fácil estar no meio do mar, onde nada é controlado, muitas vezes com correntes. Se alguma coisa corresse mal, só contávamos connosco e com os colegas do lado, porque perante uma situação de stresse, seria muito complicado auxiliarem-nos atempadamente com os meios adequados.

O que aprendeu com esta experiência?

Aprendi a controlar medos e a ansiedade e a superar-me em situações de stresse. Para isso, é necessário dominar a mente, focando-nos em pensamentos positivos e desvalorizando o descontrolo emocional.

No dia a dia, que estratégias utiliza para combater o stresse?

Tento meditar, porque é uma técnica fundamental para sobrevivermos ao stresse, e recorro à acupunctura. Além disso, faço exercício físico, que me ajuda imenso. Gosto de natação, pratico reformer allegro [uma forma de pilates com máquinas que trabalham a flexibilidade e alongam o corpo] e, quando posso, faço aulas de grupo.

Faço RPM [uma espécie de ciclismo indoor] ou MIB [Made in Brasil, uma modalidade de grupo com movimentos de grande intensidade], para trabalhar os glúteos. Quando não tenho tempo, vou correr junto ao rio ou para a serra.

Texto: Catarina Caldeira Baguinho com Carlos Ramos (fotografia)

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