Depois de brilhar em «Danças do mundo» e no programa de variedades «Portugal Got Talent», que regressa para uma nova edição nos primeiros meses de 2018, Sílvia Alberto contou em entrevista à Prevenir, o que faz para se sentir bem, saudável e feliz. Sempre com um sorriso generoso. «Sou uma pessoa tendencialmente otimista e bem-disposta», confidencia a apresentadora de televisão.

Recentemente, vimo-la participar no programa da RTP «Danças do mundo». O que descobriu sobre si graças a esta experiência?

Descobri que gosto muito de dançar. Sabia que gostava de o fazer, só não sabia que era assim tanto, além de que desconhecia que tinha capacidade de memorização das coreografias e até mesmo de coordenação. Quando este projeto surgiu, pensei logo nas viagens que ia fazer com ele, porque tenho o espírito de explorador, de viajante. E, de repente, estava num programa que também inclui dança.

Que hábitos saudáveis trouxe dos países onde gravou o programa, além das danças típicas?

Do Brasil, penso que trouxe comigo o hábito de acordar bem cedo e da cultura do corpo, da prática de exercício físico. O brasileiro vai para o calçadão e pratica mesmo desporto. Mas a cultura da felicidade deste povo é o que mais me fascina. São extraordinariamente bem-dispostos, divertidos, otimistas… Da Argentina, trouxe o hábito de oferecer o corpo à dança, dançar só por dançar, porque faz bem à alma.

É como uma espécie de meditação. De Luanda, a humildade do povo. E de Mumbai… [faz pausa] Diria que a Índia é a viagem,  porque sentimos um contraste muito grande em relação à nossa vida. Observamos que aquelas pessoas são, de facto, muito felizes, apesar de viverem num ambiente francamente hostil, onde nada é fácil.

Vivemos ali o contraste de estar no país do povo mais espiritual do mundo e, ao mesmo tempo, sentir que tudo ali é disfuncional. A Índia é o lugar onde os ambientes imperfeitos são, talvez, os mais tocantes.

Disse que tem espírito de viajante. Que benefícios lhe trazem as viagens a nível emocional?

Primeiro, acho que, quando viajo, me sinto sempre mais parte do mundo do que propriamente só de Portugal, do meu país, da minha família… É frase feita que viajar amplia os horizontes, mas é muito correta porque, quando viajamos, o contacto com o resto do mundo parece que nos situa. É uma forma de nos encontrarmos connosco próprios.

Recentemente, fez uma viagem ao Butão, considerado o reino da felicidade. Descobriu porquê?

O Butão é um país maravilhoso e tocante mas, para nós, estranho. Em 1974, foi coroado um jovem com 18 anos que decidiu que mais importante do que o Produto Interno Bruto (PIB) era a Felicidade Interna Bruta. Reinou durante muitos anos e, nesse período, colocou uma série de economistas a trabalhar este conceito, que assenta em valores do budismo, a religião de 75% da população.

Ainda hoje, no Butão, fazem-se censos, de dois em dois anos, para  apurar o nível de felicidade da população e, depois, tomam-se medidas económicas em função dos resultados. A verdade é que não vi miséria humana no Butão. Vi um povo extremamente feliz, muito tranquilo na forma de estar, o que tem muito a ver com a filosofia budista.

Qual o seu segredo para estar sempre com um sorriso, como é habitual vê-la?

Acho que o sorriso é natural, porque sou uma pessoa tendencialmente otimista e bem-disposta. E tento afastar-me das más influências! Gosto da felicidade. Gosto de sentir que sou uma pessoa agradável. E gosto de estar ao lado das pessoas que me fazem sentir bem…

Texto: Catarina Caldeira Baguinho com Carlos Ramos (fotografia)

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