Na cerimónia de apresentação dos reis do Carnaval, que decorreu na vila piscatória de Buarcos, Noémia Costa - que, na novela, interpreta a beata coscuvilheira Prazeres, contracenando com o falso padre interpretado por João Baptista - sublinhou que será a "primeira vez" como rainha do Carnaval, nas festividades que têm o seu ponto alto com os corsos de dias 23 e 25.

Questionada pela Lusa sobre as diferenças entre representar numa novela em ambiente controlado ou mesmo num palco de teatro e desfilar na avenida, Noémia Costa afirmou que já tem o "hábito de trabalhar sem rede e no fio da navalha", adquirido ao longo de 40 anos de carreira como atriz.

"Não vai ser muito diferente", disse.

Já João Batista, que também se estreia como rei de um carnaval, manifestou-se "estupefacto" pelo nível organizativo do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, promovido por uma associação local com o apoio da Câmara Municipal.

"Não fazia ideia da organização fantástica que aqui existe. É uma bênção e uma honra para mim", declarou.

Liliana Pimentel, da associação do Carnaval de Buarcos/Figueira da Foz, diz que este ano os organizadores optaram por reis "com uma perspetiva nacional, muito conhecidos do público" - nos últimos anos tem reinado uma figura nacional, acompanhada por outra, oriunda do município - e que a participação local fica, este ano, a cargo dos dois padrinhos Ana Santos e Carlos Teixeira, que têm ligações aos grupos carnavalescos e escolas de samba.

"Ecologia - A Terra está de Tanga" é o tema da edição 2020 dos festejos, segundo a organização "uma forma divertida de levar um assunto sério para a avenida, visando também o ajuste do evento às práticas ambientais do município da Figueira da Foz".

O presidente da autarquia, Carlos Monteiro, lembrou a preocupação de que o Carnaval seja "uma festa sustentável" a nível ambiental - consubstanciada nos oito mil copos reutilizáveis que serão disponibilizados - e agradeceu o "trabalho extraordinário" da associação que o organiza, com um orçamento de 120 mil euros (cerca de metade suportado pela autarquia), dos quais 12 mil euros correspondem ao ?cachet' dos reis.

"O que falta é contratualizar o bom tempo [durante os corsos carnavalescos] mas isso está quase fechado, quer para dia 23, quer para dia 25", brincou o autarca.

Para além dos dois desfiles no recinto com capacidade para 22 mil pessoas a instalar na avenida do Brasil, o programa inclui, dia 21, um corso de carnaval infantil com 1.200 crianças e um desfile noturno das escolas de samba, dia 22.

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