Depois das primeiras reações, surgem agora muitas outras homenagens ao icónico Jô Soares.

Os humoristas Nuno Markl e César Mourão, o escritor Valter Hugo Mãe e a atriz Maria de Medeiros foram algumas das figuras públicas portuguesas que lamentaram hoje a morte do humorista brasileiro Jô Soares.

Nas redes sociais, multiplicaram-se as reações e as mensagens de pesar pela morte do humorista e escritor Jô Soares, ocorrida hoje, em São Paulo, aos 84 anos.

A atriz portuguesa Maria de Medeiros, que entrou numa adaptação cinematográfica do romance 'O Xangô de Baker Street', recorda o percurso do humorista, com uma fotografia dele no programa televisivo 'Viva o Gordo': "Jô Soares, na minha personagem preferida, com quem sempre me identifiquei: o Brasileiro, morrendo de frio em Paris, esperando a ditadura passar".

Na rede social Instagram, o escritor Valter Hugo Mãe recua ao seu romance autobiográfico 'Contra Mim', para dizer que escreveu um capítulo sobre Jô Soares.

"Não porque era um artista a dar na TV, mas sobretudo porque se tornou em alguém da nossa própria família. É uma tristeza profunda que não o possamos voltar a ver e a ouvir", lamentou o autor.

As cantoras Mariza e Carminho e o humorista César Mourão, que também passaram pelo programa televisivo de Jô Soares, juntaram-se aos que recordaram o artista brasileiro.

O humorista e ator brasileiro Gregório Duvivier, conhecido em Portugal no coletivo Porta dos Fundos, escreveu no Instagram que é dia de celebrar Jô Soares, porque "está em toda a parte".

"Inventou expressões que a gente usa até hoje, revelou gerações de comediantes, fez o brasileiro mais feliz - objetivo primeiro e último da nossa profissão", disse.

O humorista e escritor brasileiro Jô Soares morreu no hospital Sírio Libanês, em São Paulo.

Estreou-se no cinema e na televisão no final dos anos de 1950, como argumentista e ator, nomeadamente no Grande Teatro da TV-Tupi, atingindo sucesso maior cerca de dez anos depois quando chegou à TV Globo com o programa 'Faça Humor Não Faça Guerra', que escrevia e protagonizava.

Portugal descobriu o autor de 'O Xangô de Baker Street' em 1981, quando a RTP passou a transmitir o seu programa de humor 'Viva o Gordo', sequência de 'sketches' de humor, em plena ditadura militar brasileira (1964-1985), no qual ironizava "a política e os costumes", como recorda a Globo, na sua página de arquivo.

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