É sarcástica, ansiosa e impaciente e não tem vergonha de o admitir. Em entrevista à edição de março da revista Prevenir, já nas bancas, a blogger, influenciadora digital e humorista, autora do blogue A Pipoca Mais Doce, também não esconde os ataques de ansiedade, um problema de saúde que a levou a procurar ajuda médica há quase 10 anos e que é também uma das batalhas que trava ainda hoje. "O primeiro aconteceu no cinema", confidencia a ex-jornalista de 39 anos.

"De repente, senti o coração disparar e pensei que ia morrer de ataque cardíaco", recorda Ana Garcia Martins. "Fui ao hospital com uma sensação de morte iminente, até porque sou hipocondríaca e, ao mínimo sintoma, acho logo que tenho uma doença grave. Fiz vários exames que não acusaram nada, mas os ataques começaram a ser mais consistentes e agressivos. Deixava de sentir as mãos e os pés, tinha uma sensação de frio e o coração a disparar", conta.

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"Sentia-me impotente e um pouco doida porque os sintomas existiam e ninguém conseguia explicar o problema. Até que marquei uma consulta de psiquiatria e fui diagnosticada com um quadro de ansiedade e princípio de depressão. No início, fiz medicação mais pesada, mas os efeitos secundários eram muito fortes e eu não queria viver adormecida. Não tinha ataques de pânico, mas também não vivia e acabei por ficar só com a medicação para casos de emergência. Hoje, já consigo identificar o que faz despoletar uma crise. Já sei que, se vou ter um trabalho importante ou um espetáculo, vou sentir ansiedade", assume.

"Se me sinto mais ansiosa não deixo que escale, faço exercícios de respiração para acalmar", confidencia ainda Ana Garcia Martins, que há 15 anos criou o blogue A Pipoca Mais Doce, convertendo-se, com o passar do tempo, numa das principais influenciadoras digitais do país, ainda que não seja propriamente uma das maiores fãs da expressão. "Assusta-me o termo e saber que posso ter esse peso na vida das pessoas", revela, no entanto, a famosa blogger lusa.

"O termo tem uma carga pejorativa e está associado ao apelo ao consumo, à futilidade e a um estilo de vida superficial", justifica a influenciadora. "Eu tento que a minha influência se estenda para além disso e procuro envolver as pessoas em causas cívicas e sociais, alertando-as para temas transversais, como a importância de votar, de vacinarem as crianças, de terem uma alimentação saudável ou de praticarem desporto", acrescenta também Ana Garcia Martins.

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