A união entre as línguas portuguesa e galega, pela música de várias gerações e países, é o objetivo de um festival que se realiza este mês na Galiza, com Carlos do Carmo e Mayra Andrade.

Trata-se do "Cantos na Maré", organizado em Pontevedra desde 2003 pela cantora galega Uxía, que destaca a "língua comum" entre os povos que falam português e aquela região autónoma espanhola.

Segundo explicou, o "Cantos na Maré" é "pioneiro", porque "traça através da língua, da música, dos ritmos e dos sons, um mapa comum entre os territórios da lusofonia".

"Penso que é o festival mais importante da música de línguas portuguesa e galega. Não conhecemos nenhum outro festival similar, que se mantenha durante nove anos dedicado à música dos países lusófonos e mudando a cada ano de artistas, que fazem intercâmbio musical entre eles", sublinhou Uxía.

Todos os anos reúne várias gerações musicais, como é o caso este ano do português Carlos do Carmo e de Mayra Andrade, uma das figuras mais relevantes da música de Cabo Verde. Ou ainda de Socorro Lira, uma brasileira que tem explorado a "reinvenção das cantigas de amigo medievais da lírica galaico-portuguesa".

"O festival tem um formato inovador, baseado no trabalho prévio de construção coletiva do repertório, onde artistas de diversas origens convivem e preparam um reportório exclusivo, que faz do festival um evento irrepetível", sublinha a mentora do projeto.

Desde 2003 já recebeu nomes como Lenine, Chico César ou Paulinho Moska (Brasil), António Zambujo, Maria João e Mário Laginha, Dulce Pontes, Sara Tavares, Sérgio Godinho (Portugal), Manecas Costa e Kimi Djabate (Guiné-Bissau), João Afonso (Moçambique), Nancy Vieira e Tito Paris (Cabo Verde) e Alberto Mvundi e Waldemar Bastos (Angola).

Em 2012 a Galiza faz-se representar no festival com Xoán Curiel, descrito pela organização como possuidor de "um espírito de rebeldia nas letras, cantando a este mundo caótico duma maneira fresca e crítica".

"É uma iniciativa de fomento da diversidade e de aproximação de culturas de Europa, África, Ásia e América. Diversidade, intercâmbio e enriquecimento caracterizam esta aventura de conexão musical e cultural que abre novas oportunidades de projeção aos criadores", rematou.

A direção artística do festival, agendado para 14 de janeiro no Centro Cultural de Pontevedra, está a cargo de Uxía, enquanto a direção musical cabe ao português Paulo Borges.

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