A mais nova atração turística do Reino Unido abre hoje ao público. Já considerada a mais alta do mundo, a torre de observação móvel British Airways i360 tem 161 metros de altura. É três vezes maior do que a Coluna de Nelson, a estátua de homenagem ao almirante Horatio Nelson que pode visitar em Trafalgar Square no centro de Londres e tem mais 66 metros do que o mais famoso relógio, o sempre pontual Big Ben.

A capsula envidraçada que permite aos visitantes contemplar a vista tem 18 metros de diâmetro, pesa 93 toneladas de peso e permite um ângulo de observação de 360 graus. Para além de ter capacidade para receber 200 pessoas, é ainda 10 vezes maior do que as que pode encontrar no London Eye, a famosa roda gigante da capital inglesa. Nos meses de verão, funciona entre as 10h00 e as 22h00 de domingo a quinta-feira.

Às sextas-feiras e aos sábados, só encerra às 23h00. De manhã, as viagens têm uma duração de 20 minutos. A partir das 18h00, a duração do trajeto é alargada para 30 minutos. O preço da subida é de 15 libras por adulto, cerca de 18 euros. As crianças e os adolescentes entre os 4 e os 15 anos pagam 7,50 libras, cerca de 8 euros. A compra antecipada online tem desconto mas as reservas por telefone têm um custo acrescido de cerca de 2,50 euros.

O tempo que o projeto demorou a materializar

Apesar de ter 161 metros de altura da torre, a capsula da British Airways i360 só sobe até aos 138 metros. As construções no terreno iniciaram-se no verão de 2014, 12 anos de ter surgido a ideia, numa simples mesa de cozinha. O design do novo monumento foi elaborado pelo famoso casal de arquitetos David Marks e Julia Barfield, responsáveis pela atração turística mais visitada em Londres, o famoso London Eye.

Apesar de ter sido necessário pedir um grandioso empréstimo para avançar com a materialização do projeto, Eleanor Harris, diretora executiva da empresa que gere a torre está convencida de que a receita proveniente das visitas será até três vezes superior ao necessário para cobrir o mesmo. Estima-se que, numa primeira fase, atraia 700.000 turistas à cidade, gerando lucros na casa dos 25 milhões, perto de 30 milhões de euros.

A escolha da cidade de Brighton para receber este majestoso arranha-céus, na opinião dos arquitetos por detrás da ideia, fez todo o sentido. Inserida numa área moderna, aberta a novas criações que oferecem novas perspetivas, desde graffitis a espaços com um toque de irreverência e originalidade, incluindo alguns restaurantes, pubs e cafés, foi construída numa zona relativamente baixa, não tendo nenhum rival em termos de alturas.

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As opiniões críticas dos habitantes da cidade

Apesar do interesse turístico que a torre British Airways i360 está já a despertar, nem todos estão satisfeitos com a nova atração turística. Há quem elogie o caráter moderno, mas sóbrio, da construção mas também não falta quem a critique, afirmando mesmo que se trata de uma obra bizarra que se assemelha a um donut, como foi o caso da Save Hope, uma organização que tem como principal intuito a conservação, o planeamento e o desenvolvimento de espaços arquitetónicos.

Um dos principais argumentos utilizados pelos responsáveis da instituição para impedir a construção da torre foi precisamente o seu aspeto (in)estético, contrastante com o resto da arquitectura da cidade britânica. No entanto, os arquitetos confirmam que a sua intenção foi a de devolver novamente o famoso West Pier à zona costeira de Brighton, com o mesmo espírito mas com um detalhe de modernismo, dando aos visitantes agora, uma experiência original e uma perspetiva diferente, como se estivessem a caminhar sobre o mar.

A opinião (positiva) de quem já subiu

Os sortudos que tiveram a oportunidade de participar nas viagens experimentais e inaugurais da British Airways i360 afirmam que ficaram rendidos. A subida é suave, sendo que toda a estrutura foi construída tendo em conta as condições atmosféricas próprias da cidade e, portanto, apesar de os nervos dos que têm vertigens e dos que não são amantes das alturas ficarem sempre à flor da pele, a verdade é que a vista compensa.

A paisagem está, todavia, longe de ser o único atrativo. No interior da capsula existe um sky bar que dispõe de alguns refrescos típicos da região, como o famoso Harvey’s Ale. Os mais românticos e apaixonados têm ainda a possibilidade de casar no local, com o mar e a cidade de Brighton em pano de fundo. A data de inauguração coincide com o 150º aniverário do cais Eugenius Birch's Grade-I, aberto ao público em 1866.

Texto: Mafalda Baudoin com Luis Batista Gonçalves (edição) e Visual Air (fotografia)

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