Muitos dos conflitos existentes nas relações, amorosas ou não, ocorrem porque existe pouca maturidade para reconhecer e aceitar que o outro manifesta, expressa, age, de acordo com o que considera ser a sua forma de mostrar amor/afecto pelo outro.

Por exemplo, um elemento do casal pode sentir que é através da oferta de presentes (bens materiais) que consegue evidenciar o seu mais profundo sentimento, sendo que, para o outro elemento da mesma relação, o que iria mais ao encontro do que acredita ser uma manifestação de amor/afecto, passaria por ouvir mais vezes afirmações de amor.

Estas são as cinco linguagens do amor, referenciadas pelo autor Gary Chapman:

- Palavras de afirmação;

- Qualidade de tempo;

- Presentes;

- Acções práticas;

- Toque/Gestos.

A forma como aprendemos e apreendemos o amor em crianças vai moldar-nos, contudo, se tivermos inteligência suficiente e coragem para desconstruir o conceito da sua manifestação, vamos - seguramente - melhorar as nossas relações.

É sempre um caminho que deve ser feito por ambas as partes, seja em casal, entre pais e filhos, irmãos, amigos. Porquê? Eventualmente para que todos os envolvidos vejam as suas necessidades respeitadas e honradas. É um caminho que deve ser trilhado com flexibilidade, curiosidade, sem julgamento.

Quantas vezes já demos por nós com comportamentos totalmente toldados por uma insegurança infantil, simplesmente porque não ousamos dizer aos outros que para reconhecermos o afeto precisamos de ouvir, sentir, e/ou receber determinadas palavras, sensações, atitudes? É bilateral. Também nós podemos e devemos questionar os outros - principalmente se percebermos que algo não está a funcionar, a ser fluído, a ir ao encontro da intenção - do que precisa para validar que a nossa manifestação de amor/afeto é suficiente e/ou eficaz.

Há quem precise de ouvir 'Amo-te' frequentemente e há quem 'só' precise de um abraço silencioso. Não há certo nem errado. O amor só não se reconhece através da violência, ainda que para algumas pessoas (em determinadas circunstâncias, fruto de experiências infantis pouco satisfatórias e de abuso) o possam reconhecer/validar assim. Mas não, o amor é a melhor resposta que todos nós podemos usar, o importante é reconhecer em que linguagem, e adequar a mesma ao público-alvo em causa.

Todas as relações tem potencial para melhor se ambas as partes estiverem disponíveis para desconstruir as suas visões 'de sempre'. É possível, através do desenvolvimento pessoal, melhorar a qualidade das nossas relações, começando sempre por explorar as nossas crenças, arriscar fazer diferente, mas nunca ignorando o que nós precisamos para ir exclusivamente ao encontro do outro. É um exercício que ambas as partes têm de trilhar, é um caminho que deve convergir num equilíbrio, em respeito e flexibilidade.

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