Quantas emoções existem? Conhece provavelmente as emoções básicas: alegria, medo, raiva e tristeza. Sim, estas são as emoções básicas, porém, são muitas mais as que sentimos.

Quando sentimos que as nossas necessidades são atendidas podemos, por exemplo, sentirmo-nos aliviados, confortáveis, solidários, estimulados, curiosos, comovidos, apaixonados ou orgulhos.  Em contrapartida, quando as nossas necessidades não são atendidas podemos experimentar sentir ansiedade, frustração, retração, relutância, incredulidade, constrangimento, nojo, cólera, hostilidade ou depressão.

Acredito que por agora já se questione “em que medida estão as emoções relacionadas com a prática mindfull?" Pois é, este é o meu convite, ou a minha proposta para si. O verão chegou, estamos todos desejosos de poder abrandar, agora noutro registo que não o do confinamento obrigatório.

Mas, antes de ir de férias, de ‘tapar o sol com a peneira’, é importante parar para nos sentirmos a sério. São cada vez mais as pessoas que procuram apoio para melhorar a sua saúde mental, contudo, ainda não são todas as pessoas que efetivamente precisam, pois o medo, a vergonha de pedir ajuda acaba por ter mais força.

A saúde mental não se pesa numa balança, não se vê em análises ao sangue, não se observa como uma fratura exposta, então, é natural que não consigamos sentir quem ao nosso lado possa estar a precisar de ajuda.

Obviamente que existem sinais alarmantes. Podemos observar que há, algumas vezes, uma alteração à rotina, uma transformação na personalidade, contudo, este estágio já está ligeiramente avançado e precisa sempre de ser o próprio, quem se sente deprimido, profundamente triste, sozinho e até com um sentimento de vazio, a pedir ajuda, a recorrer a ajuda profissional.

E agora sim, como medida preventiva, partilho que a prática Mindufll  - que significa atenção plena – poderá ser uma das melhor atitudes que poderá adoptar na sua rotina, escolhendo assim acolher tudo o que lhe surge por via das emoções, das sensações, dos pensamentos.

No decorrer das últimas oito semanas participei de um programa de Mindfulness Based Stress Reduction (MBSR), que foi desenvolvido no final da década de 1970 pelo médico Jon Kabat-Zinn. Este é, atualmente, o programa de Mindfulness com mais pesquisa científica e mais praticado a nível mundial.

Acredito mesmo que a prevenção é a melhor escolha, é a melhor resposta, pois podemos evitar tantos problemas, tantas doenças, pelo simples facto de vivermos as nossas emoções.

Ser turista das nossas emoções é visitá-las e acolhê-las com coração aberto, é aprender o que elas nos proporcionam, retirar aprendizagem para melhor responder numa segunda visita. Podemos também, através da prática mindfull, parar e focar no nosso corpo, ser um bom anfitrião, não julgar, escolher a melhor resposta: seja através das palavras a que recorremos para a nossa narrativa interna, seja através da qualidade da informação que escolhemos consumir, seja através da nossa alimentação.

Se ficou com curiosidade em conhecer mais do programa que mencionei, partilho consigo o que poderá aprender com o João Palma:

  • Como mindfulness pode ajudar na redução de stress, dor e doença, melhorando o bem-estar;
  • A tomar uma maior consciência dos nossos pensamentos e a lidar com emoções difíceis;
  • A responder com escolha perante a dificuldade, em vez de condicionados por impulsos reativos;
  • Como introduzir mindfulness no dia a dia;
  • A praticar e aplicar técnicas de mindfulness no campo pessoal e profissional;
  • Integrar mindfulness no contexto social de forma a facilitar uma comunicação mais consciente.

A prática de atenção plena é bastante útil e recomendo a todos sem exceção.

Ainda existe um longo caminho a percorrer, ainda é necessário deixar cair por terra o tabu de que os meninos não podem chorar, de que as mulheres têm que ser (só) umas guerreiras.

A energia feminina e masculina habita em cada ser humano. Condicionar a vivência dessa energia pelo facto de nascermos meninos ou meninas é um primeiro grande erro dos educadores, que assim o praticam. Reprimir a nossa natureza, a nossa essência, as nossas energias, é meio caminho andado para darmos por nós, adultos, cheios de medos, inseguros, com um sentimento de incompreensão e desadequação. 

Se quiser escrever-me poderá fazê-lo para soraiasequeira.heartcoach@gmail, assim como poderá acompanhar-me no Instagram.

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