Será a Felicidade atingível?
Alguém já conseguiu declarar que atingiu a Felicidade total?
Será a Felicidade definível? Alguém sabe o que é a Felicidade?
Muitas pessoas chegam à minha sala de Atendimento, e dizem-me: Quero Ser Feliz!

Mas, em boa verdade, quando essa definição começa a ser qualificada, para que a própria pessoa identifique o que é para si ser feliz, surge uma enorme dificuldade, porque ninguém sabe ao certo o que é ser feliz, mas todos sabem, sem dúvida, que Ser Feliz é possível.

Então, o que se passa? Temos algo, sabemos que existe, porque todos já sentimos Felicidade nalgum momento da vida, queremos esse estado em permanência, mas parece que "perseguimos" algo que escapa constantemente ao nosso controle.... algo que parece ser impermanente.

Na sociedade do século XXI, a Felicidade, ou bem- estar, é palavra de ordem, que se mostra incessantemente em spots publicitários, técnicas de autoajuda e nos media. Em todos os domínios da sociedade, desde a economia, a gestão, a liderança, a política, até aos cidadãos, Felicidade e Bem-Estar estão na ordem do dia, e o mercado dos SPAs propõe experiências contínuas de bem-estar, através das quais, pelo menos momentaneamente, é possível esquecer/ignorar os condicionalismos decorrentes do quotidiano, o stress e as preocupações.

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Todas essas experiências, estudos e pesquisas estão certas, pois representam a oportunidade da exploração do novo paradigma de uma civilização humana que busca novas oportunidades, tendo adquirido consciência de que se encontram praticamente esgotadas as anteriores possibilidades de uma vida satisfatória.

De facto, será possível que através dos novos conceitos atribuídos à Felicidade e Bem-Estar, se possa criar nas sociedades um empreendedorismo e inovação que permitem a exploração de novas condições e estados perante a própria vida.

Nenhuma sociedade evolui sem que os cidadãos evoluam. Na atual era da globalização, e através da própria globalização, a humanidade tornou-se um Todo, sem separação, vinculando-se assim a um desenvolvimento coletivo simultâneo, sem fronteiras nem barreiras físicas.

Parecendo muito sedutor, este investimento coletivo é deveras mais desafiador do que parece à primeira vista, pois implica uma abertura, transformação e adaptação nos métodos e sistemas de vida da humanidade, ou melhor dizendo, implica a determinação de um novo Sistema Paradigmático perante a construção do social, do coletivo. Se as sociedades são constituídas por pessoas, e através da conjugação das pessoas, a Sociedade adquire formas e aplica conteúdos, então qualquer novo Sistema Paradigmático terá forçosamente que ter início nas pessoas, nos cidadãos, nas formas de organização dos cidadãos e nas suas práticas de vida.

Se a maioria dos cidadãos de um país forem cidadãos felizes, certamente esse país transparecerá Felicidade.

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Mas, como se adquire essa Felicidade?

Consideramos que a base para a Felicidade decorre exatamente da forma como se constrói a própria questão.

A Felicidade não se adquire, porque não é um bem material, nem tem forma física.
No entanto, se uma pessoa for feliz, a Felicidade será a forma física dessa pessoa, assim como o seu pensamento, as suas palavras, as suas atitudes.

A Felicidade não é, portanto, uma forma mas um estado, que quando se torna suficientemente consistente, se materializa. Por outras palavras, a Felicidade é uma Energia.

Sendo uma energia, é algo que está em nós e faz parte de nós, tal como o pensamento. É algo que se procura, porque inconscientemente sabemos que está lá, em nós. É uma energia adormecida nas células, aguardando as condições adequadas para ser despertada.

Representa a polaridade da dor, do sofrimento. Nesse sentido, é uma oportunidade de escolha entre dois opostos: Felicidade ou Dor.

Todas as experiências da vida deixam uma "impressão" ou registo, incorporado nas células. Por isso, se, por exemplo, uma criança tiver sido maltratada na infância, terá muitas probabilidades de ser um adulto com défice de autoestima e dificuldades de autorealização, entre outras coisas, ou seja, não conseguirá ser feliz. Mas isso não acontece porque essa pessoa não possui em si a possibilidade de ser feliz, acontece porque existiram outras experiências que se sobrepuseram à energia da Felicidade, e esse Ser cresceu com predominância de experiências de dor e sofrimento, logo são essas as experiências que conhece e que prevalecem nas suas células, sendo portanto com elas que desenvolve o seu crescimento, e a sua vida quotidiana.

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Os sonhos desta pessoa, estarão sempre condicionados pelas experiências que já viveu.

Para que esta pessoa reencontre a sua outra polaridade celular, a Felicidade, necessita de se dispor a encontrar e reconhecê-la em si mesmo, desenvolvendo novas perspetivas, modos de pensar e agir. Necessita ver-se, antes de mais, como um Ser Total, e a partir daí, trilhar um percurso dentro de si mesmo, através do qual vai sentir o que verdadeiramente deseja viver: a Felicidade! Se só sentir dor, como poderá conhecer a Felicidade? Se conhecer a Felicidade, estará em condições de decidir se dá permissão a si mesmo para viver em dor, ou se escolhe a Felicidade como nova condição de vida.

A Felicidade é um compromisso, uma ação e uma intenção quotidiana para quem escolher essa via, que só pode ser decidida pelo próprio, e que é independente das condições exteriores.

A Felicidade aprende-se, tal como qualquer matéria de conhecimento e desenvolvimento.

A Felicidade pratica-se, tal como uma criança explorando os seus brinquedos.

A Felicidade explora-se, tal como um cientista ávido de novas e inéditas descobertas.

A Felicidade sente-se, tal como o enamoramento por alguém.

A Felicidade é um vínculo, um dever e um contributo. Cidadãos felizes constroem sociedades Felizes.

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Sociedades Felizes tornam-se abundantes, gratas, amorosas, compassivas e cooperantes.

As sociedades são as crianças, mulheres e homens. Todos juntos criam sistemas, organizações, empresas, etc.

As crianças, mulheres e homens, quando organizados em sociedades felizes, cooperam melhor uns com os outros, desenvolvem valores positivos, aprendem a utilizar de forma equilibrada e coerente os seus recursos e os do planeta, expandem a sua criatividade, vivem o Amor como um atributo Total.

Este é o Novo Paradigma Civilizacional do Futuro. Esgotámos a maior parte do nosso conhecimento, e estamos agora dispostos a despertar a parte adormecida nas células humanas: a Nova Felicidade!

A Nova Felicidade é o renascimento espiritual, a união criativa entre o pensamento e a vida, o compromisso perante si mesmo, como forma de honrar a sua própria essência: o Amor Total existente em cada Ser Humano! Esse Amor Total é a Felicidade!

Maria Júlia Nunes
Directora da NaveDourada ND-11

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