“Onde a luz brilha mais forte, as sombras são mais profundas” Johann Wolfgang Goethe

Quando, não pelo ainda denominado “acaso” saí dos Açores, ou melhor, do território de Portugal, após a educação burguesa usual e comezinha, aliás, muito pouco oportuna (quanto à minha opinião), recebida em grande parte no Arquipélago dos Açores, com todos os sortilégios positivos próprios de uma terra pura como essa nossa e todas as cruezas humanas nela aglomeradas, muitas vezes instituídas por poderes constituídos e altamente respeitados (?) que se opõem estranha e muito contrariamente à liberdade dos homens e mulheres deste globo, parti para o desconhecido do mundo como forma de me libertar das tiranias educativas sentidas e reflectidas na altura, isso após a experiência de uma urbanidade e de uma aprendizagem oficial profundamente católica, assim tive como primeira etapa da minha nova experiência de vida a função de querer conhecer a verdadeira essência divina em mim próprio ou, caso não pudesse experimentá-la em pleno, tornar-me-ia num “céptico” da divindade em todas as suas múltiplas formas de existência, isto é, eventualmente um permanente “descrente” que, como toda a gente sabe, se designa por “ateu” ou, na melhor das perspectivas, tornar-me-ia num “agnóstico”; claro, tudo isto são termos ou sinónimos de quem procura por algo que, por vezes, não podendo jamais achar no seu exterior só encontrá-lo-á no interior do seu ser (Self) que precisa ser “intuído”, “achado” e, superiormente, “sentido” e genuinamente “vivenciado”…

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Entretanto, após ter saído do território português, conheci na primeira fase dessa minha procura mística (se assim o entenderem), logo após ter o maduro benefício sempre inextinguível na minha vida de ter tido a experiência sadia de um ser ao qual devo tanto na minha senda espiritual e intelectual numa determinada fase da minha adolescência (sem que ele tenha dado por isso, confessou-me, humildemente, isso há muito pouco tempo atrás), refiro-me como irei sempre mencioná-lo até à extinção da minha vida terrena como acto de confissão grata e profunda, aliás, anteriormente exposta neste como em outros jornais do arquipélago (contra a vontade de muitos daqueles que foram seus pares e de tantas outras pessoas que a ele tanto devem humana e espiritualmente), claramente, refiro-me ao Dr. Cunha de Oliveira, tive um encontro nos Estados Unidos com aquele que, durante muitos anos, foi conhecido pelo seu nome próprio “Rajnesh” e que há desde muitos anos atrás se tornou o célebre “OSHO” que toda a gente lê e admira… Interessantemente, uma das primeiras coisas que me disse directamente foi: “sou eu próprio”, “não sou profeta”, “ não sou um messias”, “não sou um novo Cristo”, “sou um simples homem, eventualmente menos que tu…” Fiquei perplexo… Minha alma ficou estacada, pois, na altura, esse homem era já considerado e venerado em todo o planeta como o “guru” dos “gurus”; ele era, segundo muita gente versada, uma espécie de ser iluminado… Ora, que podia eu perguntar-lhe perante tão inesperada como peremptória assertividade?

Entendi, desde muito cedo neste meu percurso terrestre, que devemos todos nós acordar para a vida! Apreendi, felizmente, e desde muito cedo, que ninguém foi feito para ser infeliz nem para ser consumido pelo receio e pelas preocupações do dia-a-dia, muito menos para viver na pobreza, para ter problemas de saúde e nem sequer para se sentir rejeitado e inferiorizado por qualquer que seja a razão ou situação de existência. O Universo Divino creou todos os seres humanos à imagem da Sua Essência e deu a eles o poder de suplantar a desventura e de atingir a contentamento, a consonância universal, a sanidade e o desenvolvimento que faz parte do próprio Universo Creador. O que é necessário – é descobrirmos dentro de nós, endogenamente, o poder que em todos nós existe, sem excepção, de tornarmos a nossa vida mais grácil e muito mais ascética. A maneira de o fazer não é nenhum segredo indesvendável. Efectivamente, há muito milénios que as pessoas falam e o apregoam e ortografam acerca deste mesmo assunto e o colocam em experiência. Todas as grandes religiões o pregaram. Poder-se-á encontrá-lo nas Escrituras Hebraicas, nos Evangelhos Cristãos, nos textos dos Filósofos Gregos aos quais o Ocidente tanto deve, no Alcorão dos Irmãos Muçulmanos, nos Sutras Budistas, no famoso Livro conhecido por Bhagavad-Gita Hindu e nos escritos não menos brilhantes de Confúcio e Lao-Tsé. Também, e não por “acaso”, poderemos encontrar isso mesmo nas obras dos mais diversos e modernos Psicólogos e Teólogos.

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O segredo é: Você, caro leitor, pode vir a ser o que quiser. Pois, tudo o que conseguimos obter e tudo aquilo em que fracassamos, é o resultado directo dos nossos próprios pensamentos programáveis ou desprogramados. Neste nosso mundo, que foi creado para ser um mundo justo e coerente, perdendo o equilíbrio que está severamente desbaratando agora mais do que nunca, podendo fazer com que uma boa parte da humanidade se auto destrua, a responsabilidade individual deverá ser absolutamente totalitária. Portanto, as nossas ditas energias e debilidades, genuinidades e sordidezes são apenas nossas e de mais ninguém. Somos os autores de tudo o quanto provocamos, e não os outros. Somente cada homem ou mulher poderá alterar o percurso da sua própria vida, e ninguém mais. Em suma, toda a nossa ventura e tormento evoluem a partir do conhecimento intrínseco do nosso interior, particularmente através da forma como apreendemos como pensar e agir perante a vida que o Universo tão inteligentemente nos propicia em cada momento desta nossa passagem tão efémera, aliás, tão impermanente e amplamente condicionada, por aquilo que considera como “vontade nossa” elucidada ou por clarificar!

Carlos Amaral

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Convidado Carlos Amaral

O Autor:

Carlos Amaral, Venerável Lama Khetsung Gyaltsen

Mestre em Naturopatia;Especializado em Medicina Ortomolecular; Medicina Homeopática; Medicina Homotoxicológica; Medicina Ayurvédica e Tibetana;Doutorado em Religiões Comparadas e em Metafísica;Investigador em Psicologia Transpessoal & Regressão Memorial;Professor de Budismo, Meditação Tibetana, Raja-Yoga, Kryia-Yoga e Karma-Yoga; Autor e Palestrante.

Contactos:

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Coordenação de Conteúdos:
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