Muitas culturas no mundo inteiro incluem os Elementos nas suas tradições filosóficas, religiosas ou mitológicas. Temos referências aos Elementos nas “estupas” tibetanas, na filosofia e na medicina Ayurveda, na acupunctura, na filosofia chinesa, na antiga filosofia grega, na teoria renascentista dos quatro “humores” e dos temperamentos humanos, na tradição zen-budista e na cosmogonia suméria, por exemplo. Em todas elas, os Elementos são considerados, não como símbolos ou conceitos abstractos, mas como as energias fundamentais do Cosmos: as forças vitais que compõem toda a criação.

Cada Elemento representa um tipo básico de energia e consciência operando em cada um de nós. E porque toda a vida é uma manifestação dos Elementos, podemos fazê-los corresponder a diversos aspectos da realidade. Eles correspondem, por exemplo, às necessidades básicas de qualquer organismo avançado: alimento (terra), ar, água e calor (fogo). Na Grécia Antiga, os Elementos correspondiam naturalmente às faculdades do Homem: física (terra), intelectual (ar), estética ou emocional (água) e moral ou espiritual (fogo).

Uma das melhores formas de apreender o significado e as implicações de cada Elemento é seguir de perto a correspondência que Carl Gustav Jung estabeleceu entre os Elementos e as quatro funções básicas da consciência: intuição, sensação, pensamento e sentimento.

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Na tipologia psicológica de Carl Jung, o Elemento Fogo corresponde à função Intuição e a uma maneira de conhecer, ver e penetrar a realidade sem se deixar prender pelos seus aspectos exteriores e formais. É pela Intuição que nos aproximamos da essência de uma situação, das suas possibilidades, do seu significado num contexto mais amplo. Intuir é um processo criativo, que coloca no objecto tanto quanto dele retira.

O Fogo está associado ao puro Espírito, ao idealismo, à fé, ao entusiasmo com que nos apaixonamos pela vida, à intensidade com que nos procuramos expandir em infinitas possibilidades e direcções. É o puro prazer da expansão em busca de um significado. Por isso a depressão equivale à falta de Fogo. Quando estamos deprimidos, não temos entusiasmo para agir, não encontramos um sentido para as experiências, preferimos ficar sossegados e no nosso cantinho escuro. Mas quando o Fogo é excessivo ou mal direccionado, pode ‘queimar’ ou abrasar tudo o que existe em redor, pelo excessivo entusiasmo e pela falta de consideração para com o ‘espaço psicológico’ dos outros.

Os Signos de Fogo - Carneiro, Leão e Sagitário - têm em comum a vitalidade, a espontaneidade, a alegria de viver e uma confiança quase infantil no destino. Quem não tem muito Fogo e é por isso mais tranquilo, pragmático ou ‘racional’, fica irritado, ou assombrado, com a forma como esse Elemento joga com o dinheiro, o tempo, a emoção, a energia e até com as pessoas. Porque para o Fogo, “Tudo é um grande jogo onde o objectivo não é vencer, mas ter estilo.

Nuno Michaels

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Convidado: Nuno Michaels

Nuno Michaels é conselheiro astrológico, Life-Coach e professor de Astrologia Psicológica no QUIRON - Centro Português de Astrologia. Orienta grupos em Lisboa, Porto e Faro e mantém, desde Janeiro de 2009, uma rubrica semanal sobre Astrologia, Espiritualidade e Desenvolvimento Pessoal no Rádio Clube Português.
Mais sobre o seu trabalho em www.nunomichaels.com

Coordenação de Conteúdos:
Heloisa Miranda,
email:sapozen@sapo.pt
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