Judson Brewer, formado em Psiquiatria e Neurociência, especializou-se no estudo e tratamento das adições. E ao longo dos anos, quer no consultório, quer em estudos clínicos, ficou chocado com o facto de muitos dos seus pacientes se terem enredado num modo de vida tão tóxico que já nem sequer sabiam reconhecer se tinham ou não fome.

Uma constatação que levou o investigador universitário a procurar soluções. Chegou à conclusão de que pouco importa a quantidade do que comemos, ou quantas garfadas damos a cada refeição. O problema reside antes em termos desenvolvidos hábitos inúteis para o nosso bem‑estar.

“Sempre que optamos por comer alguma coisa para nos confortarmos emocionalmente, o cérebro de sobrevivência e o cérebro de planeamento entram em curto-circuito”, adverte Judson Brewer no livro O hábito de comer sem fome (edição Lua de Papel). O autor propõe, desta forma, um programa passo a passo que nos permite “reinicializar” o sistema, e começar do zero a criar a consciência do que comemos e porque comemos. Para o investigador, “é a partir dessa consciencialização que iniciamos um processo de cura, que nos levará a fazer as pazes com o nosso peso e o nosso corpo. Para sempre”.

Judson Brewer propõe-nos esquer a contagem de calorias, as dietas, os alimentos saudáveis, a mania das proteínas ou a diabolização do açúcar. “A única pergunta que interessa é simples: sente-se bem com aquilo que come? Ou não consegue parar de petiscar e culpa-se por isso? Ou come mais do que devia, a ponto de se sentir pesado e maldisposto? Ou tem tanta vergonha de devorar um pacote de batatas fritas, que o faz às escondidas? Se o seu problema é uma má relação com a comida, então este livro propõe uma solução”, lemos na sinopse à obra, da qual publicamos o excerto abaixo.

Nem sequer sabemos se temos fome

Ali estava eu, pouco depois das cinco da tarde de uma sexta-feira. Estava à frente de um quadro branco, rodeado por um semicírculo de mulheres sentadas em cadeiras. Cada uma delas tinha vindo à minha clínica por se estar a debater com um problema de alimentação compulsiva.

Armado com muito conhecimento sobre transtornos alimentares, que tinha aprendido no meu internato recém-terminado, e sobre como estes se relacionavam com o vício, eu tentava ajudar estas pacientes com Transtorno de Compulsão Alimentar (TCA). Estavam todas a usar frases coerentes. Mas, ainda assim, enquanto falavam, senti-me como se estivesse a falar com pessoas de outro planeta.

A comida é cada vez mais elaborada para uma coisa: ser viciante.

Enquanto pessoa que nunca teve de se preocupar com o peso, eu tinha estado toda a minha vida protegido dos problemas relacionados com a alimentação. Nunca me tinham gozado nem tinha sido alvo de piadas sobre gordura. Enquanto homem, não tinha de lidar com o estigma diário ou as "normas" com que a sociedade pressiona, sobretudo, as mulheres para terem um determinado aspeto. Em geral, comia quando tinha fome e parava quando estava cheio. Uma das poucas exceções era um pequeno problema que tinha com as minhocas de goma (e, para ser sincero, de vez em quando devorava sem parar uma caixa de gelado), sobre o qual falarei no capítulo 9.

“A indústria alimentar trata a comida mais como uma experiência química do que uma forma de nutrição” - Judson Brewer, neurocientista
“A indústria alimentar trata a comida mais como uma experiência química do que uma forma de nutrição” - Judson Brewer, neurocientista créditos: Wikimedia Commons

Estava basicamente cego para aquilo que as minhas pacientes estavam a passar. Não conseguia ver o mundo pela perspetiva delas. Por isso, pedi-lhes para me colocarem na sua pele. Começando antes da primeira garfada. Pedi-lhes para esclarecerem os pormenores. O que é que as levava a comer? Como é que eram os seus desejos? Quando é que comiam?

Começaram todas a falar ao mesmo tempo, descrevendo as várias alturas e os estímulos que as levavam a comer compulsivamente. Falavam sobre as várias alturas do dia, as diferentes emoções e pessoas. Contavam como os apetites e os desejos – palavras que vou usar alternadamente ao longo do livro, pois descrevem o mesmo impulso agitado para fazer alguma coisa – as empurravam ou puxavam para a cozinha, para procurarem alguma coisa que aliviasse o desconforto, quer fosse uma emoção ou simplesmente a vontade de fazer os desejos desaparecerem. Peguei num marcador e escrevi no quadro branco, o mais depressa que podia, aquilo que conseguia apanhar entre o coro de vozes.

Mais uma vez, percebia tudo aquilo que estavam a dizer e, no entanto, continuava confuso. Estavam a falar sobre as pessoas, lugares e coisas que são emblemáticas da sobreposição entre compulsão alimentar e vício. Mas ninguém se tinha referido a fome. Era como se tivessem saltado um passo essencial na preparação de um bolo, passando diretamente da lista de ingredientes para tirar o bolo do forno.

Pedi que desacelerassem. Assim que começaram a falar à vez, houve uma frase, em particular, que me prendeu a atenção.

– Como apenas quando sinto desejos.

Passou-me um lampejo de compreensão pelo cérebro. Fiz outra pergunta.

– Como é que são os desejos quando tem fome?

Com uma expressão confusa, uma mulher avançou.

– Não sei. Como apenas quando tenho um desejo.

– Mas como é que sabe quando é que está com fome?

Com esta pergunta, ela e o grupo todo ficaram em silêncio.

– Como é que sabem quando é que têm desejo de comer porque estão com fome, em vez de outra coisa?

Mais silêncio. Elas não sabiam. Com fome? Zangadas? Solitárias? Cansadas? Entediadas? Tristes? Distraídas? Entusiasmadas? Todas estas situações tinham uma coisa em comum… causavam-lhes apetite. E esse apetite levava-as a comer. Sem se questionarem. Este apetite nada tinha que ver com aquilo que os estômagos lhes estavam a dizer. Era como se as ligações entre o cérebro e o estômago tivessem sido cruzadas com as ligações emocionais delas. E, pior, pareciam andar a maioria do tempo com os cérebros desligados do resto do corpo.

Judson Brewer, formado em Psiquiatra e em Neurociência, doutorou-se em Imunologia e fez o pós-doutoramento na Universidade de Yale, onde estudou os mecanismos da adição – área onde é hoje considerado um dos grandes especialistas mundiais. É professor na faculdade de Saúde Pública e na faculdade de Medicina da Brown University, onde dirige o departamento de Investigação e Inovação do Centro de Minfulness. Treinou atléticas olímpicos, políticos de topo e empresários.

Eu tinha presumido que o nosso mecanismo mais básico de sobrevivência, a fome, era tão sólido, tão claro, tão óbvio, que o reconhecíamos de imediato quando o sentíamos. Estava muito enganado. A fome podia ser colorida, modelada, alterada, disfarçada e até fundida com outros apetites. E para as pessoas que ignoraram durante muito tempo a verdadeira fome física, com dietas e restrições, esta desconexão entre o cérebro e o corpo pode ser especialmente significativa. Desejos que advêm de lugares e espaços muito diferentes convergem todos para o mesmo sítio: vontade de comer. Lá porque eu conseguia distinguir entre quando é que tinha fome e quando é que estava stressado, não significava que toda a gente no mundo conseguisse.

O meu cérebro explodiu.

Tive nesse instante um daqueles momentos em que se acende uma lâmpada na nossa cabeça. Mudou para sempre a forma como eu via o ato de comer e colocou-me num percurso de descoberta, no meu laboratório, que iria mudar a maneira como eu tratava problemas clínicos comuns, como a ansiedade e a depressão.

Os meus pacientes – e, por extensão, todos aqueles que se debatem com padrões alimentares pouco saudáveis – precisavam de encontrar uma forma de interromper os seus ciclos de hábitos através da reaprendizagem de como prestar atenção ao cérebro e ao corpo por forma a conseguirem reprogramar as sinapses que estavam trocadas entre os neurónios. A boa notícia é que eu, por acaso, estava a fazer pesquisa sobre o poder da aprendizagem por reforço como forma de ajudar as pessoas a superarem comportamentos de adição. Tinha estado a desenvolver programas que ajudavam as pessoas a tirar proveito das coisas de que estas mulheres precisavam para se cuidarem e desenvolverem: atenção e amabilidade para consigo mesmas.

A história de Tracy

Conheci Tracy em 2013. Na casa dos vinte anos, era uma aluna de Yale a estudar para o seu mestrado em saúde pública. Apareceu num grupo de meditação de segunda-feira à noite que eu conduzia no campus. Uma noite, deixou-se ficar depois do grupo de meditação ter terminado. Após toda a gente sair, disse-me que a meditação semanal estava a ter um grande impacto na sua vida e que queria aprender mais.

Aceitei recebê-la como aluna. Quando trabalho com alunos, geralmente começo por problemas que estejam a enfrentar nas suas vidas. Peço-lhes que identifiquem a que nível é que podem estar a sofrer. Podem usar este conhecimento como matéria-prima quando começam a aprender como é que as suas mentes funcionam, para poderem depois aprender a trabalhar melhor esses problemas.

Tracy estava a debater-se com ansiedade, mas no início nem sequer sabia disso. Ela começou a fazer esta análise e depressa estabeleceu a relação entre comer e estudar intensamente. Reparou que dependia de cenouras para a ajudarem com as aulas de estatística. Mais ou menos.

– Não sou uma pessoa de números – referiu –, por isso, essa era a disciplina mais difícil para mim.

O stresse e a ansiedade levavam-na a “devorar cenouras e qualquer coisa estaladiça” enquanto trabalhava nos seus projetos de bioestatísticas.

Só para as coisas ficarem claras, para qualquer pessoa que se tenha debatido com o problema de “comer cenouras em vez de bolo” e de “calorias que entram, calorias que saem”, devorar cenouras parece um problema de primeiro mundo. Se ao menos pudessem desenvolver o hábito de devorar cenouras!

A comida processada é projetada para nos viciar, tornando-nos prisioneiros de hábitos alimentares prejudiciais.

A razão por que conto aqui a história de Tracy é que o “devorar” é que é o problema. A forma como comemos é mais importante do que aquilo que comemos. Se não compreendemos nem lidamos com os problemas a montante, vamos andar sempre a perder montes de energia a jusante e acabamos frustrados e derrotados, a questionarmo-nos porque é que o nosso esforço não está a dar quaisquer resultados.

A questão não era as cenouras. Nem ter fome. Ela tinha, simplesmente, uma “energia ansiosa” no corpo e precisava de mastigar alguma coisa. Também reparou que o processo de mastigar tinha de ser repetitivo para a ajudar a acalmar enquanto fazia os trabalhos de casa. Precisava de ser capaz de alcançar, agarrar e mastigar sem que o processo lhe desviasse a atenção do estudo.

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Enquanto aprendia a explorar a sua própria experiência com a comida, descobriu uma coisa importantíssima.

– Foi a primeira vez na vida que percebi que sofria de ansiedade – refletiu, mais tarde. Ela nunca tinha associado a ansiedade a comer cenouras. Simplesmente mastigava-as enquanto trabalhava.

Ter percebido isto foi o início da transformação da relação dela tanto com a ansiedade como com a comida. Tal como as minhas pacientes que estavam a ter problemas de compulsão alimentar, Tracy não comia quando tinha fome. Estava a alimentar uma emoção.

Quão importante é este percalço evolucionário?

Quando associamos o nosso motor de sobrevivência evolutiva ao comboio do humor, o comboio pode rapidamente acumular vapor e velocidade até ficar descontrolado. Conduzidos por uma sensação de impaciência, sentimos uma atração magnética pela cozinha durante a noite para ir comer um snack. Nem sequer sabemos se temos fome (e muitas vezes não temos!), só sabemos que queremos ALGUMA COISA. Enfardamos bolachas não por os nossos estômagos estarem a roncar, mas porque estamos com medo de ser despedidos. Acrescentamos mais uma colher de gelado à nossa taça depois de sermos ignorados por alguém que nos interessava romanticamente porque nada cura – ou, pelo menos, distrai – melhor a sensação de rejeição do que um gelado Ben & Jerry ou Häagen-Dazs.

Mais tarde, durante o nosso trabalho conjunto, Tracy contou-me outra história esclarecedora.

“A indústria alimentar trata a comida mais como uma experiência química do que uma forma de nutrição” - Judson Brewer, neurocientista
“A indústria alimentar trata a comida mais como uma experiência química do que uma forma de nutrição” - Judson Brewer, neurocientista créditos: Lua de Papel

Quando começou a tentar alterar os seus hábitos alimentares, ela identificou um padrão em torno da forma como cuidava de si mesma. Disse-me que quando estava a ter dificuldades com alguma coisa, queria dar-se um miminho. Os miminhos geralmente assumiam a forma de alimentos cheios de hidratos de carbono ou de açúcar, como bolachas ou bolos. Tinha andado a tentar mudar para opções mais saudáveis (as cenouras não funcionavam nesta categoria do autocuidado). Uma tarde, quando estava a sentir-se ansiosa, comprou umas amoras como miminho para si própria.

Pode estar a pensar: Ótimo! Ela optou por uma coisa saudável! Problema alimentar de primeiro mundo. Mas agora preste atenção àquilo que aconteceu a seguir. Ela comprou-as, sentou-se a uma mesa, ainda dentro da loja, e... “devorou-as”.

Ela disse-me que tentou desfrutar, mas ainda sentia uma urgência inexplicável que a levou a comer para além do ponto em que o cérebro sabia que já tinha ingerido o suficiente. Tinha essa sensação de que a intensidade de devorar a caixa inteira ia fê-la sentir-se bem.

As amoras sabiam realmente bem. Mas infelizmente não encontrou aquilo que procurava no fundo da embalagem. Havia alguma coisa profunda nela que não ficava resolvida só por ter devorado a caixa toda. E refletiu:

– Comer depressa e chegar ao fundo da embalagem das amoras não satisfez aquela sensação, fosse ela o que fosse.

Segundo a sua descrição, tinha um buraco que queria preencher, um desconforto que queria aliviar.

A indústria alimentar lucra quando agarra na batata frita

Para tornar as coisas ainda piores, a nossa capacidade de fazer boas escolhas alimentares é sabotada por mais do que apenas o nosso cérebro. A comida pode ser – e é – alterada de todas as formas e feitios para falharmos inevitavelmente o velho desafio das batatas fritas Lay’s: “Aposto que não consegue comer só uma!” (Uma curiosidade engraçada: as Lay’s inventaram este slogan em 1963, no mesmo ano em que a Weight Watchers foi fundada.) A indústria alimentar trabalha afincadamente para manipular os consumíveis de forma a ganhar essa aposta. E tem feito um belíssimo trabalho a alterar as coisas para garantir que a casa – neste caso, a sua indústria – ganha sempre.

Numa revelação de nos deixar de queixo caído sobre as práticas da indústria alimentar, Michael Moss, repórter de investigação do The New York Times, escreveu um artigo chamado “A ciência extraordinária da comida de plástico viciante”. A imagem de abertura deste texto era um pedaço de Doritos com a seguinte fórmula escrita em cima:

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Gosto desta imagem por várias razões, uma das quais é sublinhada por outro título no jornal satírico The Onion: “Doritos celebra o milionésimo ingrediente”. O The Onion continua “relatando” que “se espera que o novo ingrediente, guanilato dissódico, não atue apenas como mais um agente emulsionante, mas também torne o grande sabor de Doritos ainda maior”.

Sátira à parte, o açúcar refinado e comer em excesso contribuem para efeitos negativos na saúde, como diabetes e obesidade. A obesidade recebe a desonra de estar atualmente equiparada ao tabaco como a causa de morte mais evitável nos Estados Unidos. Quando os nossos antepassados olhavam para o céu estrelado à procura de sinais do futuro, não teriam conseguido ver nas estrelas alimentos quimicamente alterados na origem de epidemias modernas como a obesidade e a diabetes. E nunca nas suas vidas teriam previsto que atualmente as empresas mundiais dedicariam milhares de milhões de euros a produzir objetos semelhantes a comida com o único objetivo de nos pôr a comer mais e mais.

Existe toda uma indústria que gasta milhares de milhões de euros a elaborar comida, desde a sua comodidade ao aspeto, cheiro, sabor e, claro, sensação na boca, com um objetivo em mente: consumo. Quanto mais comemos, mais dinheiro eles ganham.

A obsessão com a comida processada está a prejudicar a nossa saúde e a nossa relação com a alimentação.

O artigo de Moss, e até o seu livro mais pormenorizado, Salt Sugar Fat: How the Food Giants Hooked Us, são esclarecedores. Não vou entrar em pormenores, porque tudo aquilo que precisa efetivamente de saber é isto: a comida é cada vez mais elaborada para uma coisa, ser viciante. A indústria alimentar trata a comida mais como uma experiência química do que uma forma de nutrição. Com o objetivo do lucro em mente, manipula-nos para comermos (e comprarmos) alimentos que não são bons para nós.

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Por exemplo, químicos e investigadores alimentares descobriram aquilo a que chamaram o nosso “ponto de êxtase”: o equilíbrio perfeito entre sal, açúcar e gordura, que deixa o nosso cérebro num frenesim de desejo. A indústria também descobriu que desenvolver comida prática e com alguma autonomia criava mais hábitos de consumo de snacks. Alguém quer Lunchables? Sim, os meus alunos da faculdade lembram-se de os adorarem quando eram crianças, embora não tivessem um sabor muito bom. Agora sabem porquê.

Conveniência, engenharia alimentar e emoções juntam-se para nos tornar, muito facilmente, prisioneiros de hábitos alimentares de fraca qualidade. E depois o nosso cérebro entra em ação e diz “Ya, isto está a resultar, vamos manter esta estratégia”, tornando MUITO DIFÍCIL tentar – ou até imaginar tentar – fazer outra coisa.

As minhas pacientes, no semicírculo, estavam a apontar para o atual problema da forma como a sociedade nos está a vendar a “solução” para as nossas preocupações: comer as emoções. Comer pode distrair-nos ou dar-nos algum alívio momentâneo quando nos sentimos em baixo, ou mal, mas mexer com este mecanismo de sobrevivência cria-nos problemas no futuro. Quanto mais os fios da comida/humor se cruzam, mais estes comportamentos se tornam hábitos. E em vez de os descruzarmos culpamo-nos a nós próprios, o que provoca vergonha e culpa ao pensarmos que está alguma coisa errada connosco. Não se preocupe, há uma forma de sairmos desta confusão. Começa por aprendermos como funciona o cérebro.

Imagem de abertura do artigo cedida por Freepik