Apagar os ficheiros e o histórico de utilização não é suficiente para eliminar todos os dados, alerta um estudo internacional da NAID, a associação norte-americana de destruição de informação. De acordo com uma investigação deste organismo, cerca de 40% dos equipamentos eletrónicos conserva informação dos anteriores proprietários, incluindo senhas, dados de contas, contactos, fotografias e até números de cartões de crédito.

Se vendeu um disco rígido, um disco externo, um tablet ou um telemóvel, saiba que o novo dono pode continuar a aceder aos seus ficheiros, tal como sucede com os dispositivos que adquire em segunda mão, como comprovaram os especialistas que analisaram 250 equipamentos. Numa situação dessas, o ideal é, sempre que possível, restaurar as definições de fábrica do telemóvel ou do tablet, apesar de, mesmo assim, não haver qualquer garantia.

Em 2015, um estudo realizado por uma equipa de investigadores da Universidade de Cambridge, em Inglaterra, descobriu que, ainda assim, é possível recuperar as palavras-passe das contas de aplicações como o WhatsApp e o Facebook. "Para minimizar os danos, é importante consciencializar os utilizadores. Muitos não têm a mínima noção do manancial de informação pessoal que fica registada nos aparelhos", alerta Ruth García.

"São muitos os dados encriptados que também se acumulam nos sistemas de armazenamento em nuvem", sublinha ainda a especialista em cibersegurança espanhola. Muito populares, as clouds funcionam através de uma rede global de servidores remotos que atuam como um ecossistema único, armazenando e gerindo dados, executando aplicações e/ou fornecendo conteúdos e serviços online, a partir de dispositivos ligados à internet.

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