Trabalhou na função pública mas cansou-se da rotina e há seis anos decidiu montar o seu próprio negócio. Tem 36 anos, é dona do Spazzio Vita, um centro de estética e bem-estar em Telheiras que a ocupa a tempo inteiro mas Maria Leitão é o exemplo de que quem corre por gosto não cansa. À noite ou ao fim de semana, Maria nunca diz não às suas clientes e está sempre disponível para tudo o que lhe pedem.

O que oferece o seu espaço?
Estética, cabeleireiro e tratamentos de beleza. Fazemos extensão de pestanas e implante de sobrancelhas.

Como é que se faz implante de sobrancelhas?
É para as pessoas que perdem o pelo na sequência dos tratamentos de quimioterapia ou para quem nunca lhe cresceu pelo na zona da sobrancelha. A essas pessoas aplicam-se sobrancelhas semipermanentes que se colam como as pestanas. Fomos dos primeiros centros do país a fazer este tratamento.

Para além da estética faz mais o quê?
Bronzeamento, maquilhagem e unhas de gel.

Abriu há quanto tempo?
Em Telheiras há três anos e meio mas já tinha iniciado esta atividade em 2006 noutro local.

Qual é a sua formação?
Fui tirando os cursos à medida que fui precisando, mas antes trabalhava na função pública. Durante algum tempo acumulava o meu trabalho no Estado com o Spazzio Vita. Só deixei a função pública há dois anos e meio.

Era difícil conciliar as duas coisas?
Começámos a ter tanto trabalho que deixou de ser possível conciliar as duas atividades. Aqui faço tudo: cabelos, mãos, estética, o que for preciso. Funcionamos das oito às oito e só fechamos ao domingo.

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As suas clientes moram ou trabalham aqui perto?
Umas moram, outras trabalham e outras já vêm comigo do outro salão, e, as amigas das amigas, portanto, não são só locais. Felizmente não temos sentido muito a crise porque temos preços muito acessíveis e, ao contrário da maioria, estamos a crescer, mesmo com a crise.

Dê lá uma ideia dos seus preços. Quanto custa uma manutenção de pestanas?
Um retoque custa 12 euros, e uma manutenção, com mais preenchimento, 25 euros. Sou só eu que aplico as pestanas.

E tem uma agência de comunicação. Está muito empenhada em crescer?
Quero crescer e estou interessada em abrir novos espaços em Lisboa.

Qual é a coisa mais gratificante do seu trabalho?
É a satisfação dos clientes. Quando aluguei este espaço, que já existia há dez anos, isto já tinha tido inúmeras gerências, e, até fidelizar clientes, o primeiro ano foi muito difícil. Agora a minha maior satisfação é ver a casa crescer.

Um cabeleireiro também é um local onde as pessoas falam da sua vida. Isso é bom ou é mau?
É bom porque se cria um ambiente mais intimista e familiar, mas não consinto que nenhuma das minhas funcionárias comente o que a cliente contou, ou seja, da nossa vida podemos falar, da das nossas clientes nem pensar. Há clientes que ficam mais amigas do que clientes.

Dá-se com as suas clientes fora daqui?
Sim. Algumas começaram como clientes e hoje são minhas amigas.

É casada, tem filhos?
Ainda não tenho filhos, vivo em união de facto, mas é como se fosse casada e, tenho um cão. A vida ainda não permitiu que fosse mãe, mas faço muita questão de ser. Por enquanto compenso-me com os meus dois sobrinhos.

Quando não está a trabalhar como se distrai?
Vou passear com o meu marido, fazemos caminhadas com o cão, no Verão vamos à praia e no inverno ao cinema.

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Que idade tem o seu cão?
Sete anos. É um rafeiro (cruzado de pastor alemão com perdigueiro) e fui buscá-lo a um canil de cães abandonados. Já faz parte da família.

Tem algum hobby?
Não tenho tempo. Entro no Spazzio às oito da manhã e saio muitas vezes às dez ou 11 da noite. Isto porque apesar de fecharmos às 20 horas, há trabalhos que se estendem para depois do fecho.

Dedica toda a energia ao seu trabalho?
Sim. É uma área que eu sempre gostei e agora está a correr tão bem que o meu sonho é ver a empresa crescer. Esta atividade só funciona bem se gostarmos muito dela. A qualidade e a disponibilidade nunca podem descer. Aliás, as pessoas já estão habituadas que liguem à hora que ligarem, a Maria atende sempre.

É um desafio?
Sim, e além do desafio, é o facto de viver um dia de cada vez, que torna a minha carreira bastante aliciante e motivante.

Quantas pessoas emprega?
Cinco pessoas. Com o tempo já percebi que não posso estar dependente das funcionárias, por isso fiz todos os cursos para estar habilitada a desempenhar todas as atividades. Há coisas que sou eu que vou sempre finalizar.

Tem alguma figura pública a dar a cara pelo seu espaço?
Tenho a artista plástica, Helena Pedro Nunes, e a relações públicas Maria José Galvão de Sousa.

Gosta de planear tudo na sua empresa?
Prefiro organizar tudo com tempo. Sou eu que faço a gestão toda, à exceção da contabilidade.

Trabalha imenso?
É um trabalho muito exigente. Por vezes até ao Domingo atendo clientes que tenham algum evento.

Trabalha muito mais aqui do que na função pública?
Não se pode comparar, até porque são outras responsabilidades.

O que faz o seu companheiro?
É engenheiro de telecomunicações.

O seu companheiro não a pressiona para terem filhos?
Acha que já está na altura. Mas um bebé com as nossas vidas é muito complicado, mas já lhe prometi que para o ano vamos tratar disso.

Quando se quer muito tudo se resolve…
Claro que sim. Para já tenho a minha mãe pronta a ajudar.

 

Palmira Correia

 

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