A sua casa pode prejudicar a sua saúde ou ser o principal fator de promoção de bem estar. Aprenda os truques da geobiologia para pôr tudo em ordem. Se costuma pensar que a sua casa é só uma casa, o sítio onde guarda as suas coisas, onde dorme e come, pense melhor. Há muito tempo que se sabe que a casa onde vivemos pode prejudicar a nossa saúde ou, observados certos princípios, ser um fator da sua promoção.

O mesmo se aplica ao local onde trabalha. A este conceito chama-se geobiologia ou medicina do habitat e pode começar já hoje a aplicar as suas teses. «A geobiologia une a sabedoria tradicional às mais recentes investigações científicas», estudando as relações entre os seres vivos (e em especial o homem) e «as energias que emanam da terra, as que provêm das radiações cósmicas e as geradas pela própria atividade humana», explica Fernando Pérez Fernández, formador nesta área.

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Radiações originam doenças

De acordo com a geobiologia, as radiações (que além de naturais, podem ser elétricas, rádio-elétricas e micro-ondas) podem ser responsáveis pelo aparecimento de doenças cardiovasculares, degenerativas, do sistema nervoso central e do sistema imunológico. Esta ciência aplicada às casas «implica o estudo do terreno em relação às constantes geofísicas do lugar, a orientação e as imediações», explica o especialista.

Mas não só. Abrange ainda «o desenho das formas e proporções do espaço, os elementos produtores de energia e os seus efeitos, a eliminação de lixo ou a melhor escolha de materiais devido às suas características naturais e ao respeito pelo meio ambiente e seus habitantes», indica ainda Fernando Pérez Fernández. O objetivo é conseguir uma melhor qualidade de vida e potenciar a saúde global.

Arquitetura saudável

Entre os vários fatores que influenciam a saúde dos edifícios estão a localização do edifício, as formas arquitetónicas, a qualidade do ar e da água, a poluição sonora e eletromagnética, as radiações cósmicas e os materiais de construção, sendo que nas grandes torres e nos grandes edifícios estes problemas são muito mais comuns. «Nas casas, é difícil encontrar estruturas tão problemáticas, mas é frequente detectarem-se elementos que interferem com a saúde dos seus moradores», realça.

O efeito na saúde pode variar, consoante a natureza e a intensidade da distorção produzida e a sua sensibilidade. «Se tem a sensação de que não descansa verdadeiramente na sua cama, o que vai produzindo um desgaste do sistema nervoso ou imunológico, esteja atento pois pode ter problemas deste género na sua casa», defende Fernando Pérez Fernández. A Organização Mundial de Saúde (OMS) já reconheceu a existência do «síndrome do edifício doente».

Um problema que afeta pessoas que adoecem sem razão aparente, pelo simples facto de habitarem ou trabalharem num determinado edifício. De acordo com o organismo, o conceito abrange «um conjunto de doenças causadas ou estimuladas pela poluição do ar em espaços fechados». As causas do problema são frequentemente relacionadas com falhas no sistema de aquecimento, na ventilação e nos aparelhos de ar condicionado.

Texto: Joana Andrade com Fernando Pérez Fernández (professor de geobiogia)

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