Os anticorpos IgM e IgG anti- SARS-CoV-2 são imunoglobulinas (proteínas) produzidas pelo sistema imunológico (linfócitos B) como defesa contra agentes estranhos ao organismo (vírus, bactérias, etc.) quando estes o invadem.

O IgM aparece 4 a 6 dias após o início dos sintomas e vai desaparecer com a cura e o IgG começa a ser produzido ao 10º/14º dia e mantém-se para além da cura e em algumas doenças virais mantêm-se longos anos presentes no organismo, nalguns casos a vida inteira como é o caso da varíola.

No caso do SARS-CoV-2, não se sabe se conferem imunidade ou que concentração é necessária para que essa imunidade seja eficaz. A julgar pelos outros coronavírus benignos (3) que por aí andam, essa imunidade não durará mais do que alguns meses. Estamos a aprender.

A determinação por métodos quantitativos dos anticorpos IgM e IgG anti-SARS-CoV-2 serve para:

  1. Verificar se um indivíduo que nunca teve sintomas foi anteriormente contagiado pelo vírus e embora a doença se tenha desenvolvido de forma assintomática, os anticorpos IgG elevados não só são a prova que a teve como que poderá eventualmente ter alguma imunidade (se a concentração for muito elevada);
  2. Se o doente teve a doença diagnosticada por um teste molecular (PCR R) e ou sintomatologia clínica própria da COVID-19, a presença de anticorpos IgG após a cura tem o mesmo significado referido atrás;
  3. Se os anticorpos IgM e IgG são negativos, tal resultado pode significar duas coisas: ou o indivíduo nunca teve a doença ou teve a doença mas o sistema imunológico não respondeu convenientemente.

Surge a questão: Qual o teste serológico mais eficaz a realizar: rápido (qualitativo) ou quantitativo, isto é, permitindo determinar a concentração dos anticorpos?

Os testes rápidos, geralmente divulgados pelas farmácias, são testes serológicos simples, qualitativos que pretendem indicar se o indivíduo foi exposto ou não ao SARS-CoV-2.

Realizados a partir de uma picada no dedo para recolher uma gota de sangue, permitem obter resultados em cerca de 15 minutos. Porém, embora a bula indique uma sensibilidade e especificidade entre os 80%, na prática têm uma sensibilidade e uma especificidade menor e deixam passar casos positivos dando origem a uma grande quantidade de falsos negativos.

É, pois, necessário recorrer a um teste mais complexo, a partir de uma amostra de sangue, para determinar a quantidade desses anticorpos. Este é procedimento realizado nos laboratórios do Grupo Germano de Sousa com o teste serológico Ac. SARS-CoV-2 IgG e IgM.

Trata-se de um imunoensaio por quimioluminescência in vitro (CE-IVD), para identificação, que permite a determinação quantitativa de anticorpos das classes IgM e IgG para o novo coronavírus (SARS-CoV-2), em plasma ou soro humano. Apresenta uma sensibilidade clínica de 98,5%. Garante assim resultados quase a 100% e fornece uma resposta certa do número de anticorpos que desenvolvemos.

Nenhum dos testes deve ser usado para o diagnóstico da infeção aguda por SARS-CoV-2 (COVID19), em que o único teste validado é realizado por técnica de Biologia molecular (RT-PCR).

Um artigo do médico Germano de Sousa, especialista em Patologia Clínica.

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