Provocada por uma bactéria, esta doença contagiosa manifesta-se através de diarreia frequente que, se não for tratada a tempo, pode levar à morte. É uma doença endémica provocada por uma bactéria que se multiplica rapidamente na flora intestinal.

Na Africa, América do Sul e Ásia, onde esta doença causa epidemias recorrentes, registam-se anualmente cerca de 120 mil mortes.

Embora esta bactéria não seja invasiva, é capaz de produzir uma toxina que faz com que o intestino delgado segregue grandes quantidades de um líquido rico em sais e minerais, provocando diarreia e desidratação severa. Esta doença é causada pela existência de uma bactéria denominada vibrião colérico  (vibrio cholerae), a qual sobrevive até sete dias fora do organismo, especialmente em  ambientes húmidos e temperados, e algumas semanas em água (mesmo salgada)  contaminada com material orgânico.

Sintomas

Após um período de incubação de um a cinco dias, inicia-se uma diarreia aquosa (e consequente perda de líquidos e sais minerais), à qual se associam cólicas, vómitos e, por vezes, aumento da frequência cardíaca. Provoca também sede excessiva, pele seca, olhos vidrados, letargia, sonolência ou cansaço.

Tratamento

A rápida recomposição dos fluidos corporais, sais e minerais perdidos é fundamental para o tratamento. Os doentes gravemente desidratados que não puderem beber  recebem os líquidos por via endovenosa. Uma vez corrigida a desidratação, o objetivo do tratamento é restituir a exata quantidade de líquido perdido em virtude da diarreia e dos vómitos. Pode-se ingerir alimentos sólidos desde que os vómitos tenham cessado e o  apetite voltado. O tratamento precoce com antibióticos elimina as bactérias, deixando o doente de ser contagioso.

Diagnóstico

A identificação da bactéria, um organismo em forma de vírgula ou bastonete que se multiplica rapidamente no intestino humano, é essencial para a
confirmação do diagnóstico.

Os exames laboratoriais contribuem para
orientar a reposição dos líquidos e minerais.

A grande maioria dos
pacientes pode alcançar uma recuperação total se se hidratar a tempo e corretamente.

Como prevenir

- A vacina oral contra a
cólera é indicada em casos muito especiais; tem uma eficácia de cerca de
60 a 65% e uma duração protetora não superior a dois anos.

- Em áreas de
risco ou de surto deve utilizar somente água que foi fervida ou
desinfetada para beber, lavar os dentes, rosto e mãos.

- Lave todas as
frutas, vegetais e alimentos antes de ingeri-los. Evite o consumo de
mariscos, sobretudo bivalves, em zonas com surtos de cólera.

Revisão científica: Jorge Atouguia (especialista em infeciologia e Medicina Tropical)

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