Estabeleceu como objetivo no início deste ano sentir-se mais saudável. Só não sabe como. Bem, saber sabe, o problema é que acaba por não fazer nada. O tempo vai passando e as resoluções de ano novo foram por água abaixo. Afinal, não mudou a sua alimentação, não se inscreveu no ginásio e não começou a pensar mais em si. Está sempre a perguntar-se onde é que vai conseguir encontrar a força, a disciplina e a energia que precisa para conseguir atingir aquilo que quer. «Se eu não consigo sozinho, quem me poderá ajudar a dar os passos que preciso?», questiona. A resposta está aqui!

Para a ajudar na procura do estilo de um vida mais saudável, que englobe uma alimentação equilibrada, uma vida social plena e espiritualidade, surge um novo profissional, o health coach, uma prática muito enraizada nos EUA, mas que só agora começa a despertar a atenção no nosso país. Teresa Alves Barata é a pioneira desta modalidade no nosso país, praticando-a há já três anos. Até há bem pouco tempo era mais conhecida como fundadora dos sumos e smoothies das lojas Liquid. Começou por ser uma autodidata de nutrição.

Em 2013 tirou o curso de health coach do Institute for Integrative Nutrition em Nova Iorque e, agora, pratica esta nova forma de aconselhamento alimentar. Conversámos com ela e descobrimos que, se tivermos força de vontade, com a sua ajuda conseguimos atingir todos os nossos objetivos acima propostos. «Acho que fui mesmo a primeira portuguesa a tirar este curso», revela, em entrevista.

O que é um health coach?

Não é um nutricionista! Um health coach é uma pessoa que ajuda a mudar hábitos alimentares e a encontrar a dieta certa para nós, bem como a fazer as mudanças que queremos na nossa vida em termos de saúde, bem-estar e alimentação. Mas se é uma abordagem que começa pela alimentação, acaba também por abordar o exercício físico, os relacionamentos, a espiritualidade e o trabalho.

Tudo o que influencia a forma como comemos e a nossa saúde. Porque somos aquilo que comemos.  A única diferença é que eu não faço um plano nutricional. Tento perceber a forma como comem e o seu estilo de vida. E, depois, sessão a sessão, vou mais inserindo do que retirando novos hábitos. Os sumos verdes, retirar o trigo, inserir novos cereais…

Substitui antigos (maus) hábitos por novos. Logo não existe uma carência...

Não, não sentem essa carência. Mesmo se eu desconfio que há uma delas que pode ter intolerância ao glúten, por exemplo, faço-lhe uma dieta de eliminação de uma semana, que vai ser muito acompanhada e, nas semanas anteriores, ajudo-a a preparar a casa para compensar as refeições em que estava habituada a comer com glúten.

Veja na página seguinte: O tipo de acompanhamento que é feito

Que tipo de acompanhamento faz?

Vou com a cliente ao supermercado, ensino-a a ler o rótulo dos ingredientes… Faço tudo de forma a que, quando acabarem o programa, que vai de três a seis meses, as minhas clientes consigam fazer tudo sozinhas. A ideia é que mudem mesmo os (maus) hábitos. Quando consultam a nutricionista, o que acontece muitas vezes, é chegarem a casa com uma lista infindável de hábitos e alimentos para mudar e pensam «E agora?».

Nos Estados Unidos, está já implantado o health coach trabalhar em parceria com a nutricionista de forma a ajudar a implementar esses novos hábitos nos seus pacientes.

Tal como com um treinador pessoal, não é?

Exato! O que faço é ajudar a minha cliente a conseguir integrar os novos hábitos, ajudando-a a analisar as várias reações do corpo, através de um diário alimentar e o acompanhamento constante pelo Whatsapp. Assim, quando estão no supermercado, na dúvida, enviam-me uma mesnsagem e perguntam se devem comprar determinado alimento, por exemplo. Há um acompanhamento muito próximo, muito pessoal.

Qual é o seu programa mais pedido?

É o normal, com duas consultas por mês, feitas pessoalmente ou por Skype e que pode incluir as idas ao supermercado. Depois há outro mais completo, em que vou a casa da cliente para organizar a dispensa e ensino a fazer os smoothies, por exemplo.

É a pioneira do health coach em Portugal?

Acho que fui mesmo a primeira portuguesa a tirar este curso. Há dois anos que dou consultas. Este ano [2015], nos últimos três, quatro meses começo, a sentir um interesse maior na área. Mas ainda há muito por desbravar. Pela experiência que tenho é essencial a pessoa querer mudar. Quem segue o programa durante três meses, asseguro que saem outras as pessoas, mais felizes, seguras de si mesmas. Tenho visto mudanças radicais.

E isso é bom para elas e para todas as pessoas que as rodeiam. É a maior mudança que eu sinto existir depois deste coaching. E há quem eu encontre mais tarde que garanta que o que aprendeu tornou-se parte do seu dia a dia. São ligações para a vida.

Veja na página seguinte: Os alimentos que deve passar a ingerir menos

Os conselhos da especialista

Segundo Teresa Alves Barata, existem alimentos que devemos consumir em menores quantidades. Estes são alguns deles:

- Carne vermelha

«Não vale a pena cortar na carne vermelha, quando comemos frango de aviário cheio de hormonas. Devemos reduzir a sua quantidade e ter cuidado com a qualidade da carne», recomenda a health coach. Carne branca e frango do campo são as recomendações de Teresa Alves Barata.« O ideal é comprar num talho de bairro e saber de onde vem, quem a fornece… Mais vale comer menos e melhor», sublinha.

- Alimentos processados

«Vamos ao supermercado e compramos muitos alimentos processados, pelo que acabamos por estar sempre com fome», critica. «Se comprarmos frescos pode ser mais caro, mas no final do mês compramos menos, logo acabamos por gastar menos dinheiro e nutrimos mais o nosso organismo e há um maior equilíbrio», refere Teresa Alves Barata.

- Glúten

Quem não é celíaco não precisa de cortar no glúten. «O que tenho ultimamente reparado é que a maioria das pessoas é intolerante ao trigo e não ao glúten. Há um abuso enorme do trígo, o que deve ter feito com que a população se tornasse intolerante. Sendo celíaco, por alimentos sem glúten», sugere a health coach.

- Leite de vaca

«A maior parte das pessoas é intolerante à lactose, mas isso tem a ver com o organismo de cada um. Agora, podemos comer iogurtes, idealmente os desnatados, branco, natural e de preferência biológicos», esclarece Teresa Alves Barata. Em substituição do leite de vaca, deve optar por «leite vegetal (de amêndoa, de arroz ou de avelã). «Atenção, veja se não têm demasiado açúcar», adverte a especialista.

Como ler o rótulo dos alimentos

Mais do que a informação nutricional tenha em conta os ingredientes. «Vejo logo se o açúcar está nos primeiros ingredientes, porque os que aparecem primeiro são os que estão em maior quantidade. Por exemplo, quatro gramas de açúcar equivalem a uma colher de chá de açúcar. E, depois, o que tem de químicos, corantes… Na informação nutricional convém ter em atenção a quantidade de sódio (sal)», refere Teresa Alves Barata.

Health coach em grupo

Regularmente, Teresa Alves Barata desenvolve programas e atividades para grupos. «Estou agora a criar um programa de cinco semanas, a partir de 6 de maio [de 2015], em que o coaching é feito a um grupo de 5 a 10 pessoas com a vantagem de ser mais económico e poderem partilhar umas com as outras o seu percurso. E vou ter um professor de ioga, o Bruno Reis, que vai ensinar a integrar exercícios de ioga no dia a dia», revelou a health coach à Saber Viver. Para saber quando serão os próximos, clique em www.teresabarata.com.

Texto: Joana Brito

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