Vivemos numa sociedade onde comer está associado a um sem número de situações e emoções: Comemos quando temos fome; Comemos quando estamos chateados; Comemos para celebrar; Comemos quando estamos ansiosos; Comemos quando estamos aborrecidos ou entediados;

Mas, fisiologicamente, porque é que nos alimentamos?

Comecemos por definir 2 conceitos:

Alimentação

1. Acto ou efeito de alimentar.
2. Géneros alimentícios
3. Sustento

Alimentar

1. Dar alimento a.
2. Ser nutritivo

Será que em algum momento, desde que sentimos fome ou vontade de comer, até ao segundo em que ingerimos os alimentos, temos em conta que estes são mais do que sabores e sensações (que duram apenas enquanto comemos)? Que os alimentos incorporam nutrientes (ou antinutrientes) que têm a capacidade de prevenir ou trilhar o caminho para a doença? Que tudo o que ingerimos é degradado e que tem impacto ao nível de todas as nossas células?

Existem trabalhos que evidenciam que o ambiente social, a disponibilidade de alimentos e a influência dos pares motivam as nossas escolhas e comportamentos alimentares, tanto ou mais do que a própria fome. É certo que estamos rodeados de “lixo” alimentar. A oferta de produtos alimentares hiperprocessados, carregados de açúcar, gordura, intensificadores de sabores e conservantes é gigantesca, apelativa e barata. E mais grave do que esta oferta esmagadora, é o marketing associado a ela que nos induz tantas e tantas vezes em erro, levando-nos a crer que consumimos produtos equilibrados. Mas será que as nossas escolhas são ponderadas e refletidas?

O exercício de refletir sobre o que ingerimos e sobre o impacto que os alimentos têm, não só no nosso corpo mas também na nossa mente, é algo que devemos treinar diariamente. Aquilo que comemos afeta a forma como nos sentimos: física e emocionalmente. O que comemos deveria fazer-nos sentir felizes, bem-dispostos, com energia. Mas quantas são as vezes que nos deparamos com sensações de tristeza, culpa, baixa auto-estima, para não falar de enfartamento, azia e mau estar, associados à ingestão alimentar? Valerá a pena a culpa e a indisposição que se seguem ao consumo diário (e muitas vezes desenfreado) de alimentos desequilibrados?

É preciso mudar a forma como nos relacionamos com a comida. Lembrar e relembrar constantemente que comemos para viver. Que os alimentos incorporam nutrientes fundamentais para o organismo e como tal devem nutrir-nos. E acima de tudo, não esquecer que os alimentos nunca devem representar o inimigo. A comida de verdade não nos faz mal. Descomplicar, SEMPRE!

- Procure comer mais alimentos e menos produtos alimentares - sem ingredientes, rótulos, caixas ou embalagens;
- Pense antes de comer: avalie se tem fome ou apenas vontade de petiscar porque está aborrecido, triste ou chateado;
- Abasteça-se com tudo o que lhe faz bem e rejeite o que quer evitar: se o seu frigorífico só tiver coisas saudáveis, só poderá comer saudável;
- Programe as suas refeições: não confie no que poderá encontrar por aí.

E por fim, mas não menos importante, lembre-se: os alimentos devem fazê-lo feliz: física e emocionalmente.

Na alimentação, como em tudo, não existem fórmulas perfeitas. Cada um de nós é único e a nossa individualidade merece ser respeitada. Procure um Nutricionista para um aconselhamento individualizado e personalizado.

Sumeya Osman/Nutricionista

Brahmi

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