A opção pela compra de produtos congelados tem ganho terreno nas famílias portuguesas.

Isto deve-se, provavelmente, ao facto de estes produtos responderem a necessidades tão simples como serem, por vezes, mais acessíveis, mais rápidos e cómodos de preparar e terem longos prazos de validade, o que faz com que possam ser consumidos quando dá mais jeito.

Como são feitos os congelados?

A congelação consiste em submeter os produtos a temperaturas abaixo de 0ºC. No caso dos produtos ultracongelados, isto significa que passaram da temperatura ambiente para -18ºC (ou menos) numa questão de segundos ou de poucos minutos. É o que acontece geralmente com o peixe fresco congelado.

As vantagens?

Conhecemos as vantagens dos produtos frescos. Ainda assim, os produtos congelados permitem-nos espaçar as compras, manter os alimentos guardados mais tempo e poder usufruir de produtos fora de época. Para além disso, estão prontos a cozinhar ou, até mesmo, a comer.

Alguns especialistas referem ainda que, um dos principais benefícios destes produtos reside no facto de existir uma menor probabilidade de se criarem agentes patogénicos e bactérias já que, quanto mais baixa é a temperatura, mais adversas são as condições para a multiplicação de microorganismos e micróbios. No fundo, podem até ser mais seguros do que alguns produtos frescos quando guardados no frigorífico.

São mais cómodos porque é fácil controlar as quantidades cozinhadas, bem como guardar o que não pretendemos consumir (reduzindo o desperdício).

Como devem ser descongelados?

No caso dos alimentos crus, o melhor é tirá-los do congelador na véspera de serem consumidos e deixá-los descongelar naturalmente no frigorífico. Evite deixá-los à temperatura ambiente devido à potencial proliferação de bactérias.

Quanto às verduras, hortaliças e mariscos, podem ser cozinhados ainda congelados. Regra geral, é possível congelar qualquer alimento cozinhado ou cru, ainda que as batatas e as massas nunca fiquem no seu melhor estado, tornando-se ou mais rijas ou demasiado moles.

Também os cogumelos e a alface, por exemplo, não são muito adequados para congelar e alguns molhos à base de gordura tendem a coalhar. A dificuldade em congelar estes alimentos está nos cristais do gelo que rompem as membranas celulares, deteriorando-os. Já a congelação industrial permite congelar estes produtos porque, o facto de ser mais rápida, permite que os cristais de gelo sejam mais pequenos, não danificando as membranas celulares dos alimentos.

Vitaminas e minerais

Graças à técnica da ultracongelação os produtos mantêm a mesma qualidade que têm quando estão frescos, já que esta garante a conservação total das suas propriedades, bem como elevados níveis de segurança alimentar. Por isso mesmo, o valor nutritivo do alimento não é alterado quando este é congelado ou ultracongelado.

Pelo contrário, é uma forma eficaz e segura de conservar os alimentos, com todos os seus nutrientes. A técnica não altera os níveis dos macronutrientes (proteínas, hidratos de carbono e gordura) e, relativamente aos micronutrientes (vitaminas e minerais), convém ver caso a caso.

É importante ter em conta que, uma vez congelado, o alimento não deve voltar a ser submetido a grandes variações de temperatura (como voltar a ser congelado depois de cozinhado, por exemplo), sob pena de perder qualidades nutritivas, bem como textura e sabor, aumentando o risco de desenvolvimento de microorganismos. No entanto, isto pode igualmente acontecer com os alimentos frescos. No fundo, a qualidade de um produto congelado depende do seu estado de frescura antes da congelação.

Texto: Ana Catarina Alberto

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