Na verdade, mais de um quinto dos portugueses sofre de uma perturbação psiquiátrica, enquanto somos o quinto país da OCDE com maior consumo de antidepressivos e ansiolíticos, segundo a OCDE.

É importante esclarecer que a ansiedade é o mecanismo natural do nosso corpo para nos defender em situações de perigo ou stress. Imagine que estamos num cenário de guerra, o nosso corpo coloca o “exército” em marcha para nos defender dos inimigos, e a ansiedade é chamada à luta para nos levar à ação. A questão mais importante passa por, depois do efeito pretendido, conseguirmos regular a ansiedade de forma mais tranquila e rápida, evitando picos constantes de stress ou ansiedade.

E a ansiedade não se sente apenas no tipo de pensamentos que tendemos a ter. Tem manifestações físicas que passam pela alteração do ritmo cardíaco, da respiração, da função intestinal, pelo aparecimento de tensões musculares, dores migratórias, perturbações do sono ou mesmo quadros febris.

Sabia que, segundo a Sociedade Portuguesa de Psiquiatria e Saúde Mental, Portugal é o segundo país da Europa com a mais elevada taxa de doenças psiquiátricas? E a ansiedade lidera o ranking, seguida das perturbações de humor.
Vanessa Andrade, mentora do projeto Green Smiles. créditos: Green Smiles

Assim, como é que podemos ter uma alimentação à prova de ansiedade? Entendendo o impacto nos alimentos no funcionamento do nosso corpo. Um corpo inflamado terá uma maior propensão para potenciar a ansiedade, criando todas as condições para que esta escale sem grande possibilidade de gestão.

Durante uma fase mais ansiosa é importante reconhecer que tipo de alimentos prejudicam a sua gestão, deixando-os de parte num consumo regular. Entre estes alimentos estão o açúcar, os estimulantes (café, chá, entre outros) e a gordura trans ou hidrogenada.

Podemos transformar os alimentos em medicamentos naturais, sem efeitos secundários. Como? Tirando o máximo partido de todos os momentos em que estamos à mesa – e são várias vezes ao dia.

Para ter uma alimentação à prova de ansiedade privilegie alimentos reais, não processados, sem aditivos e sem designações estranhas (como melhorantes, intensificadores de sabor, aditivos, entre outros). Corte e descasque mais, desembalando menos. Opte por consumir alimentos locais com maior incidência em vegetais, cereais integrais, leguminosas e fermentados.

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