Suportando a constatação de que ingerimos proteína a mais, um estudo recente da Safefood, realizado na Irlanda, refere que o crescimento de produtos proteicos, como as barritas, aumentou uns espantosos 498%, num período de seis anos, entre 2010 e 2016.

Contudo, as reais necessidades proteicas, são bastante inferiores àquelas que é a perceção pública. Na prática, esse ideal de proteína é muito fácil de atingir. Apoiemo-nos, como ponto de partida, no último inquérito alimentar nacional de alimentação e atividade física. O documento refere que a grande maioria da população ingere um, ou mais gramas, de proteína por quilograma de peso, sendo que as recomendações estão entre 0,8 a 1 g/Kg peso por dia.

O mesmo relatório observa que 83% das crianças consome mais de 2 g/Kg de peso, por dia, sendo pequena a fatia da população que consome valores abaixo das recomendações. É entre os idosos que esta questão é mais preocupante.

O documento antes referido analisou 83 produtos/snacks ricos em proteína (barras proteicas, iogurtes e similares, bebidas à base de leite), tendo verificado que estes produtos, em particular as barras proteicas, não são tão saudáveis como os consumidores possam julgar.

Por outro lado, o mesmo estudo também observa não existir evidência científica que sugira que um consumo de proteína acima das recomendações tenha algum benefício para a saúde.

Dando como exemplo, as 39 barras proteicas analisadas, 38% tem chocolate como principal ingrediente, 77% possuem excesso de gordura saturada e 79% têm sal.

Cláudia Viegas (Nutricionista)

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