Os agentes patogénicos são menos letais para as mulheres porque as encaram como um hospedeiro que os pode transmitir para os filhos durante a gravidez. A tese é defendida por um grupo de investigadores da Royal Holloway University of London, em Inglaterra, num novo estudo. Os especialistas alegam ter encontrado provas científicas de que alguns são mais nocivos para a população masculina do que para a feminina.

«Já era ponto assente que os homens e as mulheres reagem à doença de forma diferente mas os resultados mostram que os vírus evoluíram [com o passar do tempo] de modo a afetar os dois sexos de forma diferente», garantiu, em comunicado, Vincent Jansen, professor naquele estabelecimento de ensino e co-autor da pesquisa. Uma parte da investigação incidiu no HTLV-1, um agente patogénico que causa leucemia em pessoas infetadas.

De acordo com os especialistas britânicos, as mulheres tendem a desenvolver menos a doença do que os homens. O esquema matemático que usaram durante a observação de uma amostra de voluntários do Japão e das Caraíbas permitiu-lhes verificar que os vírus fazem uma seleção natural, assumindo contornos mais mortíferos neles do que nelas, como confirmam os números que conseguiram apurar.

Texto: Luis Batista Gonçalves

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