Criada em 2013 pela HIV in Europe, esta iniciativa, em que participam cerca de 700 organizações de base comunitária e instituições públicas e privadas a nível europeu, faz um apelo à comunidade para que reúna esforços durante uma semana e sensibilize a população sobre as vantagens do rastreio e de se conhecer o estatuto serológico para a infeção pelo VIH e hepatite B e C, tendo por lema Testar. Tratar. Prevenir. 

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Em Portugal, esta iniciativa é coordenada pela associação GAT – Grupo de Ativistas em Tratamentos – através do projeto Rede de Rastreio Comunitária que, em julho de 2018, foi selecionada para o primeiro compêndio de boas práticas da Organização Mundial de Saúde da Europa. Só fazendo o teste é possível conhecer o estatuto serológico para estas infeções. Atualmente, com um tratamento adequado é possível curar a infeção pela hepatite C. De igual modo, através de um tratamento precoce e eficaz para a infeção pelo VIH, é possível atingir carga viral indetetável, tornando assim o vírus intransmissível.

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Quem deve fazer o teste?

A semana do teste é direcionada a comunidades em maior vulnerabilidade para o VIH e hepatites virais B e C. Estas populações incluem, mas não estão limitados a: homens que fazem sexo com homens (HSH), migrantes (incluindo pessoas originárias de países com maior prevalência), trabalhadores do sexo, reclusos e utilizadores de drogas injetáveis.

Atualmente, pelo menos 25% das 2,5 milhões de pessoas que vivem com VIH na Europa desconhece o seu estatuto serológico positivo para o VIH. Metade das pessoas que vivem com VIH são diagnosticadas tardiamente - o que atrasa o acesso ao tratamento.

As hepatites B e C são comuns entre as pessoas em risco e que vivem com VIH. Na Região Europeia da OMS cerca de 15 milhões de pessoas e 14 milhões de pessoas vivem com hepatite B e C, respetivamente. Como a doença é frequentemente assintomática e não tratada, a hepatite crónica é uma das principais causas de cirrose hepática e cancro do fígado. A maioria das pessoas com hepatite C permanece não diagnosticada e apenas uma pequena minoria na Europa (3,5%) recebe tratamento.

Estas estatísticas sugerem que é necessário fazer muito mais para incentivar os indivíduos que vivem com VIH e/ou hepatite, sem saber, a fazer o teste, para melhor direcionar as pessoas que possam estar em risco.

É importante que as pessoas em risco de VIH e/ou hepatite conheçam o seu estado serológico o mais rapidamente possível. Hoje, os avanços no tratamento do VIH significam que as pessoas que vivem com VIH podem viver saudáveis por um longo tempo se forem diagnosticadas precocemente e as pessoas com hepatite C podem ser curadas.

Todos estes dados permitem perceber que muitas pessoas não estão a fazer o teste antes de terem sintomas. Isto pode acontecer porque existem barreiras para pedir um teste, barreiras para oferecer um teste ou barreiras para a implementação das diretrizes europeias existentes para a realização dos rastreios. Isto apesar de os benefícios do diagnóstico precoce estarem bem documentados. Confirma-se, assim, a importância da realização da Semana Europeia do Teste VIH-Hepatite 2018.

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