"A vacina candidata #Abdala da @CIGBCuba apresenta eficácia de 92,28% no seu esquema de 3 doses. #CubaEsCiencia (Cuba é ciência)", afirmou o laboratório no Twitter.

O anúncio chega apenas dois dias depois de as autoridades científicas anunciarem que a Soberana 2, outra vacina candidata de Cuba, que também concluiu as três fases de testes, atingiu uma eficácia de 62% com duas das três doses previstas.

“A eficácia com três doses da Abdala será um sucesso que multiplicará o orgulho”, escreveu na mesma plataforma social o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, pouco antes da divulgação da notícia.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) exige uma eficácia de pelo menos 50% para que uma vacina seja aceite.

Autoridades cubanas anunciaram que em algumas semanas esperam pedir à autoridade reguladora permissão para o uso emergencial das suas vacinas.

O anúncio acontece no momento em que a ilha passa por um forte recrudescimento da doença. A passada segunda-feira foi um dos seus piores dias em termos de infeções detectadas, com 1.561, enquanto, desde o início da pandemia, foram registados 169.365 casos e 1.170 mortes.

Sob embargo dos Estados Unidos desde 1962, Cuba começou a desenvolver os seus próprios medicamentos na década de 1980.

Das 13 vacinas dos seu programa de imunização, oito são produzidas localmente.

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