A ideia foi apresentada pelo presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, num apelo gravado em vídeo, durante uma sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU.

Segundo o governante, o tratado para complementar e reforçar as ações de resposta à crise sanitária deveria ser acordado “no âmbito da Organização Mundial da Saúde (OMS), pedra angular da cooperação internacional contra as pandemias”.

Entre os objetivos que a União Europeia pretende dar ao tratado, encontram-se a monitorização de riscos de transmissão de doenças infecciosas de animais para humanos, o financiamento e investigações coordenadas “para desenvolver uma capacidade de resposta científica e industrial rápida” e uma escala de alertas e partilha de informações mais extensiva e transparente.

Segundo Charles Michel, o tratado também deveria servir para “garantir acesso universal a vacinas, tratamentos e testes para futuras pandemias” e melhorar a resiliência e resistência de sistemas de saúde em todos os países.

“Temos de refletir sobre a melhor forma de proteger as cadeias de abastecimento de produtos e equipamentos médicos”, declarou o presidente do Conselho Europeu, acrescentando que “esta é uma questão de saúde, mas também ligada ao funcionamento do comércio internacional”.

Um comunicado de imprensa do Conselho Europeu acrescenta que Charles Michel já falou com o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus e que está a apresentar a proposta para os grupos de países G20 e G7 através de cartas.

Na reunião da Assembleia Geral da ONU, Charles Michel considerou a “rapidez” da vacina contra a covid-19 uma “conquista monumental”, comparada com o normal período de dez anos que uma vacina leva a ser desenvolvida.

Segundo o governante belga, tratou-se de uma “cooperação global e mobilização sem precedentes envolvendo a comunidade científica e indústria”.

O presidente do Conselho Europeu lembrou que a União Europeia contribuiu, ao iniciar uma “maratona” em maio que recebeu cerca de 16 mil milhões de euros de fundos públicos e privados para testes, tratamentos e vacinas.

Na abertura do encontro, o chefe da ONU, António Guterres, criticou a falta de uma gestão global comum da doença e denunciou que alguns países têm preferido rejeitar os factos e ignorar as recomendações da OMS, dificultando a luta contra a covid-19.

A sessão extraordinária da Assembleia Geral da ONU sobre a pandemia realiza-se esta quinta-feira, com intervenções de chefes de Estado e de Governo, e na sexta-feira, quando falarão autoridades de diferentes organismos internacionais, especialistas e funcionários do desenvolvimento de vacinas.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.495.205 mortos resultantes de mais de 64,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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