Uma em cada cinco crianças nascidas no Porto entre 2005 e 2006 tem excesso de peso, conclui um estudo pioneiro em Portugal que acompanhou mais de 8.000 crianças desde a gestação e vai ser hoje apresentado em Lisboa.

Promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), o trabalho, liderado por Henrique Barros, professor da FMUP e diretor do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), concluiu ainda que, na Área Metropolitana do Porto (AMP), entre 2005 e 2006, mais de 35 por cento(%) dos partos aconteceu por cesariana e cerca de 20% dos bebés nasceram antes do tempo.

O projeto 'Geração XXI' integra 8.647 crianças nascidas nos cincos hospitais públicos da AMP, entre abril de 2005 e agosto de 2006.

“Estas crianças serão seguidas ao longo da sua vida e, até ao momento, foi possível avaliá-las aos seis, 15, 24 e 48 meses, tendo já sido iniciada a avaliação aos sete anos de idade”, explica o investigador, em comunicado.

O 'Geração XXI' tem como objetivo estudar a evolução de diversos parâmetros de saúde (sociais, comportamentais, organizacionais, biológicos).

“Os resultados dão-nos informações que não existiam em Portugal e que nos vão permitir compreender a influência do período pré-natal e dos primeiros anos de vida no desenvolvimento e na saúde durante a adolescência e a idade adulta”, acrescenta a coordenadora executiva deste projeto científico, Ana Cristina Santos.

Os restantes dados serão apresentados na Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa), numa sessão que deverá contar com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Fernando Leal da Costa.

01 de junho de 2012

@Lusa

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