Perto de 20 por cento da população residente em Portugal declara ter-lhe sido diagnosticado algum tipo de alergia respiratória, com as mulheres com mais de 30 anos a serem as mais afectadas. A conclusão é de um estudo Intercampus, que apresenta as perturbações respiratórias, como a rinite alérgica e a asma, como as mais frequentes.

Entre as pessoas que referem ter diagnóstico de alergia respiratória, a rinite alérgica representa 9 por cento dos casos e a asma 6 por cento.

O diagnóstico das alergias é feito na maioria dos casos por clínicos gerais/médicos de família (74,6 por cento) seguidos dos alergologistas (18,4 por cento). A seguir vêem os pneumologistas, 5 por cento; os otorrinos, 2,5 por cento; os médicos no hospital, 1,5 por cento e os farmacêuticos, um por cento.

De acordo com este estudo da Intercampus, quase 70 por cento da população que declara ter diagnóstico de alergias respiratórias afirma já ter realizado testes específicos para a detecção de alergias, sendo que esta incidência de realização de testes é consideravelmente inferior junto da população do Alentejo (36 por cento).

Ao nível de tratamentos, 71 por cento faz algum tipo de tratamento específico de controlo das alergias, contudo quem faz algum tipo de tratamento fá-lo essencialmente em SOS (67 por cento), sendo que apenas 33 por cento refere fazer tratamentos contínuos. São os homens e os indivíduos mais velhos (mais de 57 anos) os que mais indicam fazer tratamentos contínuos. Já no que respeita aos tratamentos em SOS, a incidência é maior no segmento feminino e na população mais jovem (até aos 56 anos).

Questionados acerca dos sintomas mais comuns, os portugueses referem os espirros (36,2 por cento) como o principal sintoma apresentado, seguido de comichão no nariz (22,3 por cento), comichão nos olhos (16 por cento), obstrução nasal/nariz entupido (15,7 por cento). A tosse seca, dificuldade em respirar, cansaço e dores de cabeça também são indicadores das alergias.

E estes sintomas agravam-se sobretudo na Primavera (66,8 por cento), seguido do Inverno (9,3 por cento) e Verão (8,6 por cento). À noite, perto dos animais, no Outono, quando se faz exercício físico e em locais com pó, é também normal que se agravem os sintomas.

Por estes factos, não é de estranhar que a Primavera seja a altura do ano em que, quem declara ter diagnóstico de alergia respiratória, faz mais tratamentos (50,2 por cento), sendo as épocas “baixas” para os tratamentos o Inverno e o Outono (4,5 por cento).

2010-07-16

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