Quase 500 pessoas estavam, em fevereiro, em baixa por tuberculose, a única doença com um subsídio próprio devido à sua especificidade que obriga a tratamentos de cerca de nove meses.

De acordo com dados da Segurança Social, em fevereiro deste ano foram processadas 494 baixas com subsídio por tuberculose, mais 45 que no mês anterior, enquanto na totalidade foram processadas 121.629 baixas.

Em 2011, foram atribuídos 1.158 subsídios por tuberculose (376 mulheres e 782 homens), enquanto dez anos antes esse número foi de 2.270.

No ano passado, o Porto foi o distrito com mais baixas por tuberculose (358), seguindo-se Lisboa (284) e Braga (112).

Para Artur Teles de Araújo, do Observatório Nacional das Doenças Respiratórias (ONDR), a existência de uma baixa com subsídio especificamente para a tuberculose faz todo o sentido, tendo em conta o tempo que demora um tratamento.

O especialista disse que um tratamento à tuberculose dura entre seis a nove meses e que nesse período o trabalhador não pode ir ao seu posto de trabalho, necessitando por isso de um subsídio.

Para Artur Teles Araújo, se há matéria em que não há suspeita de fraude é na atribuição desta baixa, pois a doença tem um diagnóstico singular e é tratada em centros específicos.

“A própria baixa é passada por especialistas”, adiantou.

Em 2011, foram notificados 2.231 novos casos de tuberculose, mais 157 retratamentos.

Este ano assinala-se o 130.º ano da descoberta do bacilo da tuberculose por Robert Koch.

Em 2010, em todo o mundo, o número de pessoas que a contraíram diminuiu para 8,8 milhões, incluindo 1,1 milhões de pessoas infetadas com o VIH.

13 de abril de 2012

@Lusa

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