"Entre 4 e 10 de maio, têm-se verificado valores altos da temperatura máxima do ar, muito superiores aos valores normais para este mês. Destacam-se os dias 8 a 10 com valores médios da temperatura máxima no continente superiores a 28 °C e que corresponde a desvios superiores 7 °C em relação ao valor médio mensal para maio", informa o IPMA.

Em relação à temperatura mínima do ar verificaram-se valores inferiores ou próximos do normal nos primeiros dias do mês, registando-se uma subida a partir de dia 7 de maio, destacando-se os dias 9 e 10, com desvios superiores a 1,5 °C, relata o IPMA.

Para a prevenção dos efeitos do calor intenso, a Direção-Geral da Saúde recomenda:

  • Aumentar a ingestão de água, ou sumos de fruta natural sem adição de açúcar, mesmo sem ter sede.
  • As pessoas que sofram de doença crónica, ou que estejam a fazer uma dieta com pouco sal, ou com restrição de líquidos, devem aconselhar-se com o seu médico, ou contactar a Linha Saúde 24: 808 24 24 24.
  • Evitar bebidas alcoólicas e bebidas com elevados teores de açúcar.
  • Os recém-nascidos, as crianças, as pessoas idosas e as pessoas doentes, podem não sentir, ou não manifestar sede, pelo que são particularmente vulneráveis - ofereça-lhes água e esteja atento e vigilante.
  • Devem fazer-se refeições leves e mais frequentes. São de evitar as refeições pesadas e muito condimentadas.
  • Permanecer duas a três horas por dia num ambiente fresco, ou com ar condicionado, pode evitar as consequências nefastas do calor. Se não dispõe de ar condicionado, visite centros comerciais, cinemas, museus ou outros locais de ambiente fresco.
  • No período de maior calor tome um duche de água tépida ou fria. Evite, no entanto, mudanças bruscas de temperatura.
  • Evitar a exposição directa ao sol, em especial entre as 11 e as 17 horas.
  • Ao andar ao ar livre, usar roupas que evitem a exposição direta da pele ao sol, particularmente nas horas de maior incidência solar. Usar chapéu, de preferência, de abas largas e óculos que ofereçam protecção contra a radiação UVA e UVB.
  • Evitar a permanência em viaturas expostas ao sol, principalmente nos períodos de maior calor, sobretudo em filas de trânsito e parques de estacionamento.
  • Nunca deixar crianças, doentes ou pessoas idosas dentro de veículos expostos ao sol.
  • Sempre que possível, diminuir os esforços físicos e repousar frequentemente em locais à sombra, frescos e arejados. Evitar actividades que exijam esforço físico.
  • Usar roupa larga, leve e fresca, de preferência de algodão.
  • Usar menos roupa na cama, sobretudo quando se tratar de bebés e de doentes acamados.
  • Evitar que o calor entre dentro das habitações.
  • Não hesitar em pedir ajuda a um familiar ou a um vizinho no caso de se sentir mal.
  • As pessoas idosas não devem ir à praia nos dias de grande calor e as crianças com menos de seis meses não devem ser sujeitas a exposição solar.

"Prevê-se para os próximos dias a continuação de valores de temperatura máxima e mínima do ar acima do valor normal mensal, com o dia 14 a registar o valor médio mais alto no continente, no entanto nos dias 15 e 16 espera-se uma descida de temperatura, em especial da máxima", acrescenta a nota que alerta que a onda de calor deverá continuar em grande parte das regiões do continente, mas em particular nas regiões do interior Norte e Centro e Alentejo.

Os valores mais altos da temperatura máxima do ar registaram-se nalguns locais das regiões do vale do Douro, vale do Tejo e Alentejo.

Onda de calor

"Neste período quente, com temperaturas acima do normal para a época, diversas estações da rede de observação de superfície do IPMA têm estado em onda de calor  de norte a sul do território do continente", adverte.

"A 10 de maio encontravam-se 40 estações meteorológicas em onda de calor com o número de dias a variar entre 6 e 8, abrangendo as regiões do interior Norte, da região Centro, do vale do Tejo e Alentejo", lê-se.

De referir que maio é o mês com maior ocorrência de ondas de calor, em particular nas estações localizadas no interior do país.

A análise da ocorrência de episódios de tempo quente nos últimos 10 anos mostra que, no mês de maio, verificaram-se vários períodos prolongados de tempo quente, sendo de destacar os anos de 2015, 2017, 2019 e 2020.

No episódio mais recente, em maio de 2020 (17 a 31), verificou-se uma onde calor que foi considerada como uma das mais longas e com maior extensão territorial para o mês de maio. Nas estações de Montalegre, Bragança, Vila Real/cidade, Benavila, Mértola, Lisboa/I.G foi mesmo a onda de calor com maior duração desde 1950. Nas estações de Mirandela e Miranda do Douro foi igualado o maior número de dias em onda de calor anteriormente registado.

A ocorrência de ondas de calor é um fenómeno que, podendo verificar-se em qualquer época do ano, é mais notório e por vezes com impactos adversos (por exemplo na saúde) nos meses de verão.

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